Ricardo Barros vai informatizar gestão da saúde | Fábio Campana

Ricardo Barros vai informatizar gestão
da saúde

A tecnologia é a grande aposta do Ministério da Saúde para otimizar a aplicação dos recursos públicos em um dos setores de maior demanda por parte da população. A proposta de informatização da gestão da saúde foi apresentada pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante encontro de legisladores que acontece em Foz do Iguaçu. O painel “A Saúde Pública no Brasil” também serviu de vitrine para experiências de sucesso que têm evitado a judicialização das demandas da população e, consequentemente, a economia de recursos.

Os parlamentares estaduais serão os principais aliados do Ministério da Saúde para que esse processo de informatização chegue a todos os municípios do Brasil. “A saúde é sempre o maior problema apontado pelas pesquisas e representam um investimento muito significativo: 8% do Produto Interno Bruto vai para a saúde. Os municípios chegam a gastar de 25% a 30% dos seus recursos em saúde. Eu quero contar com o apoio dos deputados como líderes dos seus prefeitos para que nossos projetos de informatização e de avanço da modernização da gestão da saúde tenham repercussão”, afirmou o ministro.

A inclusão de todas as informações em um sistema integrado facilita não apenas a gestão dos recursos e serviços, mas também um controle mais efetivo por parte da sociedade. Por meio de um aplicativo para celular, o cidadão poderá acompanhar o passo a passo das solicitações de consultas, exames e cirurgias. “Estamos avançando efetivamente para um novo patamar de qualidade de atendimento à saúde. A saúde estará na mão do cidadão em um aplicativo onde ele vai saber o seu lugar na fila de exame, de cirurgia, a hora da sua consulta. Se decidir cancelar, ele vai poder fazer pelo aplicativo e outro paciente será chamado também pelo aplicativo”.

Segundo o ministro, a participação do cidadão nesse processo de forma ativa é a aposta para acabar com o desperdício de dinheiro em decorrência de faltas ou do abandono do tratamento. “Hoje perdemos muitos recursos, porque 30% das consultas especializadas são desperdiçadas por não comparecimento, 80% dos exames de imagem apresentam resultado normal e 50% dos exames laboratoriais não são retirados pelos pacientes”.

Em pouco mais de um ano à frente da pasta, Barros conseguiu economizar R$ 3,2 bilhões com a adoção de métodos modernos de gestão. Outro avanço significativo foi o aumento no atendimento das emendas parlamentares com destinação de recursos para estados e municípios. O ministro também destacou o fortalecimento das ações preventivas, como o combate à dengue e ao zika vírus, e a ampliação da vacinação.


Um comentário

  1. Marcos
    sexta-feira, 9 de junho de 2017 – 7:20 hs

    Ai ai ai !!!
    O orçamento deve ser vultuoso. Será que vão chamar o ICI para a licitação?
    Isto não está cheirando nada bem.

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