PSDB decide manter apoio ao governo Temer em prol das reformas | Fábio Campana

PSDB decide manter apoio ao governo Temer em prol das reformas

O Globo

Ainda não houve o anúncio oficial, mas a decisão da Executiva nacional do PSDB é permanecer no governo Michel Temer em nome da aprovação das reformas. Na reunião que começou pouco antes da 18 horas desta segunda-feira, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi o porta-voz da ala que quer o afastamento definitivo do senador afastado, Aécio Neves, da direção do PSDB. Em seu discurso, Alckmin disse que é hora de renovar o partido, começando pela antecipação das eleições internas para troca dos dirigentes em todos os níveis.

— A pior coisa para o Brasil e o partido é o PSDB se dividir. O PSDB não fará nenhum movimento agora no sentido de sair do governo. Toda decisão deve olhar para a frente, para o que vem depois — disse o senador José Serra (SP), ponderando que diante de fatos novos, pode-se mudar de ideia.

Virtuais candidatos a presidente da República, em 2018, o prefeito de São Paulo, João Doria, e Alckmin foram as defesas mais veementes pela manutenção do apoio do PSDB ao governo Michel Temer. Mas negaram que a decisão tenha acontecido em função da pressão do PMDB, que ameaçou retirar seu apoio ao partido em 2108.

Doria disse que há consciência do PSDB de que é preciso agir positivamente e, nesse momento, o pensamento majoritário foi de manter o apoio ao governo, às políticas de reforma e aos quatro ministros tucanos.

— O tema é a proteção do Brasil. Ninguém discutiu eleição. O tema é proteção às reformas, à economia, para garantir que é possível reverter a situação do flagelo econômico e da recessão para garantir a retomada do emprego — disse Dória ao sair da reunião.

Em seu discurso, que teve o som do discurso vazado no auditório, o prefeito de São Paulo atacou o discurso do PT, de ricos contra pobres, e fez uma defesa veemente do apoio ao governo Temer.

— Os jovens cabeças pretas devem aprender com a experiência dos cabeças brancas. O compromisso do PSDB é com as reformas e com o Brasil. Temos quatro ministros que estão desempenhando seu papel muito bem — discursou o prefeito de São Paulo, João Dória, sendo aplaudido no final.

Alckmin foi efusivamente aplaudido ao defender a antecipação da convenção nacional para trocar os dirigentes e preparar o partido para a disputa de 2018.

– O governador Alckmin defendeu que a gente tenha eleições gerais o mais rápido possível, em todos os níveis. Argumentou que não é possível fazer eleição partidária no mesmo ano da eleição para presidente. Quando houve aquela recondução do Aécio, de dirigentes estaduais e alguns municipais, eu achei um absurdo, mas agora, pelo jeito, não sou só eu que acho. Para a direção nacional, o consenso é que o senador Tasso Jereissatti é o melhor nome que temos. Assumiu num momento crítico e está indo muito bem – contou o ex-prefeito de Sorocaba, Antônio Carlos Panunzzio, ao deixar a reunião.

Com a recondução de Aécio, a data para a próxima eleição para escolha dos dirigentes nacional e regionais, aconteceria em maio de 2017, mas Alckmin e outros tucanos querem que isso aconteça já.

Sobre a denúncia que deverá ser encaminhada contra o presidente Michel Temer, Serra disse que não houve nenhuma orientação de voto na Câmara.

— Cada um vai analisar a denúncia e decidir seu voto — disse Serra.

Mesmo sem deliberação, o deputado Eduardo Cury (SP), um dos líderes do movimento do desembarque do governo, disse que continuará defendendo a saída do PSDB e que deverá votar pela abertura de investigações contra Temer na Câmara. E continuou defendendo que os ministros tucanos entreguem os cargos.

– Vai acontecer muita turbulência ainda antes da votação dessa denúncia. Nas atuais condições eu voto a favor da abertura de investigação contra o presidente Temer. Eu não sou governo. Vou continuar votando pelas reformas. Nosso debate continua. Acho que a melhor forma de tocarmos a reforma é ter liberdade e mostrar para a sociedade que estamos fazendo a coisa certa – avisou Cury, descartando a possibilidade de punição se votar pela aprovação da denúncia contra Temer na Câmara.

O deputado Jutahy Júnior (PSDB-BA), disse que o debate continua, com posições divergentes no partido, mas que a única coisa certa é que o PSDB sairá unido dessa discussão.

– Não é sangria desatada que temos que tomar uma posição hoje. É obvio que não é um casamento indissolúvel, podem ter fatos novos que impliquem numa ruptura. O que nos unifica é a defesa do Brasil e das reformas – disse Jutahy.

Sobre orientação para a votação da denúncia contra Temer na Câmara, Jutahy disse:

– Cada dia com sua agonia.

Antes da reunião, os tucanos negaram que a manutenção do apoio ao governo ocorreu em troca do arquivamento do processo de cassação do senador afastado, Aécio Neves, no Conselho de Ética. O ministro da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy, que defende a manutenção do apoio, disse que o fator principal para a decisão é a grave crise política e econômica por que passa o país.

— Absolutamente, essa decisão nada tem a ver com o apoio do PMDB ao PSDB em 2108, nem a Aécio no Conselho de Ética. Nesse momento grave, o que vai pesar para a decisão soberana do PSDB é o país — disse Imbassahy.


9 comentários

  1. FUI !!!
    terça-feira, 13 de junho de 2017 – 5:34 hs

    Tambem nada fora do esperado. O PSDB fica grudadinho no
    governo para que o PSDB não seja pulverizado pelo PMDB de-
    pois da exclusão do Aécio pelo STF. Amizade colorida…

  2. JÁ ERA...
    terça-feira, 13 de junho de 2017 – 6:48 hs

    O PSDB virou uma piada. Os caras resolvem recorrer da decisão
    do TSE mas continua apoiando o governo !? O mais sensato foi
    o Miguel Reale Junior. Saiu do PSDB de onde fundou e foi até vice
    do partido em São Paulo e chamuscou a tigrada:- disse que saia do
    PSDB, que o partido perdeu o rumo e que esperava que o PSDB
    encontrasse um muro gigante para servir de base para o túmulo
    deles.

  3. LÍNGUA FELINA
    terça-feira, 13 de junho de 2017 – 8:11 hs

    Em prol da reforma !? Vai ficar com o governo porque o partido e
    o Senhor Aécio está virando pó…

  4. Sergio Silvestre
    terça-feira, 13 de junho de 2017 – 9:26 hs

    Pois é,para salvar seus caciques que não passam de delinquentes comuns,mas que precisam ser preservados por que foram eles que devagar foram barrando a justiça que também faz corpo mole por que foi parte do artificio do golpe.

  5. Anônimo
    terça-feira, 13 de junho de 2017 – 10:02 hs

    A teta é MUITO BOA

  6. VISIONÁRIO
    terça-feira, 13 de junho de 2017 – 10:47 hs

    Tantos eleitores devem estar arrependidos em lutar para que o
    PSDB ganhassem as eleições passadas em todos os cantos do país.
    Hoje a conversa é outra. É a história do marido traído. Comprova
    -se mais uma vez que todos os partidos são iguais perante as rouba-
    lheiras. Estão aí para enganar o povão e sugar o dinheiro suado de
    todos os brasileiros.

  7. JOHAN
    terça-feira, 13 de junho de 2017 – 11:51 hs

    Caro FÁBIO, essa posição dos membros da quadrilha do PSDB era o esperado. Os membros do PT e do PSDB entendem que governo é oxigênio para a sobrevivência dos tucanos. Sair do governo é o mesmo que ficar sem ar. E ar, nesse caso são recursos para compra de votos. Falta dignidade para seus membros, e entendemos e parabenizamos a posição do Sr. MIGUEL REALE JUNIOR, que pediu desligamento da quadrilha por estar envergonhado com a posição partidária tomada, posição que estão tentando enganar a sociedade tapando o sol com peneira. Falta CULHÃO, são frouxos, apanharão sempre nas urnas para o LADRÃO MOR LULLA ODEBRECHT. QUEM TEM CORAGEM DE VOTAR EM CANDIDATOS DESSA QUADRILHA. Existem dois tipos de brasileiros, os CORRUPTOS e os NÃO CORRUPTOS. Você se enquadra em qual categoria. Atenciosamente.

  8. Daniel Fernandes
    terça-feira, 13 de junho de 2017 – 12:24 hs

    Quem achava que iria ser diferente?

  9. terça-feira, 13 de junho de 2017 – 12:44 hs

    Só mostrou que nunca foi um partido que combateu a corrupção e que sim sempre fez parte das quadrilhas que roubam esse povo miserável sem escolas, creches, hospitais e qualquer tipo de infra estrutura.

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