Petraglia confia que Coxa manterá a palavra | Fábio Campana

Petraglia confia que Coxa manterá a palavra


Em nota oficial, o Atlético disparou contra a recusa do Coritiba de aluguel do Couto Pereira.
Hoje pela manhã o presidente do Coxa, Rogério Bacellar, havia concordado com o aluguel para a partida contra o Santos, no próximo dia 5, pelas oitavas de final da Taça Libertadores. À tarde, não aguentou a pressão de alguns conselheiros e voltou atrás.
Mario Celso Petraglia segue afirmando que confia no acordo feito, afinal, trato é trato.
Leia a nota do Atlético.

O Atlético foi surpreendido por nota oficial do Coritiba, lançada hoje (23 de junho), anunciando a negativa de cessão do estádio Couto Pereira para a partida contra o Santos, pela Conmebol Libertadores Bridgestone.

A surpresa do Atlético se dá especialmente porque o Coritiba já havia cedido o estádio, diante de contrato assinado por seu próprio presidente, Rogério Portugal Bacellar.

Em setembro de 2015, os dois clubes firmaram contrato, por prazo indeterminado, de cessão recíproca de seus estádios. A ideia dos clubes era deixar os estádios disponíveis também para outros eventos que gerassem renda, sem risco de comprometer o calendário do futebol. O interesse era recíproco.

Acreditando no cumprimento do contrato assinado por parte do Coritiba, o Atlético comprometeu-se em receber os jogos das finais da Liga Mundial de Vôlei masculino. Havia o risco de conflito de agenda entre o Mundial de vôlei e algum jogo da Conmebol Libertadores Bridgestone – o que de fato depois se verificou. O risco de conflitos de agenda, importante insistir, estava assegurado com o contrato previamente firmado com o Coritiba.

Com a efetiva coincidência das datas, o Atlético (porque obviamente prefere jogar na própria Arena), tentou antes a alteração da data do jogo das oitavas de final. No entanto, a CONMEBOL oficiou o clube informando que não havia agenda para alteração de data e, no mesmo ofício, solicitou à CBF que buscasse junto ao Coritiba a cessão do estádio Couto Pereira. A solicitação da CONMEBOL, é claro, não era necessária, pois o contrato entre os clubes já previa a obrigatoriedade da cessão.

Com a recusa da CONMEBOL em alterar a data do jogo – e conforme previa o contrato entre os clubes –, o Atlético, em 19 de junho, comunicou o Coritiba que usaria o estádio Couto Pereira, pagando o valor pré-estabelecido no próprio contrato. Por mera liberalidade, ainda ofereceu um bônus financeiro. O Coritiba acusou o recebimento da comunicação, não opondo nenhuma resistência.

Importante lembrar que o mesmo contrato já tinha sido utilizado para que o Atlético realizasse o show do Rod Stewart, jogando com o Grêmio no Couto Pereira (pagando por isso, nos termos do contrato). E o mais importante: o Coritiba tem o mesmo direito contratual de utilizar-se da Arena sempre que tiver coincidência de datas no uso de seu próprio estádio.

O Atlético não tem nenhum “plano b”. O Atlético não teria se comprometido com agenda paralela se não houvesse o contrato com Coritiba. Presume-se a boa-fé das partes em cumprir os contratos que assinam.

Por tudo isso, o Atlético ainda acredita que o Coritiba não descumprirá o contrato assinado por seu próprio presidente. Há previsão de uma multa, sem prejuízo de perdas e danos, mas o Atlético acredita mesmo é na assinatura e na palavra do presidente do Coritiba, Rogério Portugal Bacellar.


4 comentários

  1. Língua de Krocodillo
    sexta-feira, 23 de junho de 2017 – 18:45 hs

    Babacas, confiou em cochinhas…Amor de rapariga é só na hora do dinheiro…

  2. Dieter
    sexta-feira, 23 de junho de 2017 – 19:38 hs

    Isso é de um provincianismo ridículo.
    Grandes homens respeitam sua palavra.

  3. Álvaro
    sexta-feira, 23 de junho de 2017 – 19:55 hs

    Concordo com o Dieter, mas acho que não é o caso …

  4. Marcos Campos
    sexta-feira, 23 de junho de 2017 – 21:48 hs

    Se a pessoa não tem mantém a palavra não pode ser presidente de um grande Clube como o Coritiba, porque não pode ficar com medo de uns conselheiros cabeças ocas.

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