Perdemos o Lubomir | Fábio Campana

Perdemos o Lubomir

Perdemos, hoje, um dos principais nomes do urbanismo paranaense – e um dos responsáveis pelo atual modelo de transporte público de Curitiba. Lubomir Ficinski faleceu na madrugada desta quinta-feira (29), aos 87 anos. Informa a família que Lubo tratava um câncer no pulmão e foi vítima de uma parada cardíaca. O velório acontece no cemitério Parque Iguaçu, desde as 17h, e o sepultamento está previsto para as 15h de amanhã (30).


Um comentário

  1. Raul Guilherme Urban
    sexta-feira, 30 de junho de 2017 – 9:28 hs

    ADEUS, LUBOMIR, NOSSO POETA DO PLANEJAMENTO URBANO

    Curitiba perdeu um de seus ícones. Jornalista que sou há 49 anos, sempre ligado às causas urbanas, particularmente ao transporte, tive a honra de trabalhar ao lado de Lubomir de 1976 a 1986 (período em que outros o sucederam no comando), quando presidente do IPPUC. Foi com Lubomir que tivemos o privilégio de convier, num passado nem tão recente, com nomes, também ícones, como Maria Francisca Rschbieter, Dúlcia Auríquio, Alberto Maia da Rocha Paranhos, Rafael Dely, Oswaldo Navarro – todos “encastelados” naquele casarão de o que Luiz Geraldo Mazza chama de “Sorbonne do Juvevê”, na Rua Bom Jesus – imóvel que, originalmente, foi construído e ocupado por um representante consular holandês em Curitiba, há décadas.
    Foi com prefeitos como Ivo Arzua, Omar Sabbag, Jaime |lerner e afins, e, claro, guiado pelas mãos de Lubomir, ainda como jornalista então lotado no saudoso jornal “O Estado do Paraná”,. que, ainda no findar dos anos 1960 e raiar do seguinte, que acompanhei o amplo projeto e depois programa implantado do pioneiro e revolucionário Sistema de Ônibus Expresso – que começou a rodar a partir de 1974. E quantos outros projetos do IPPUC foram acompanhados, enquanto assessor de imprensa do IPPUC, no decênio 76/86?
    Lubomir foi não só um engenheiro e arquiteto mergulhado em frios números. Foi, também, ambientalista, romântico observador de uma Curitiba que precisava respirar o verde dos parques que começavam a aflorar, graças à mão de quem anteviu um centro urbano que, nas décadas seguintes, serviria como cadinho e inspiração de tantos outros profissionais voltados à causa urbana. Meu último contato com Lubomir foi em novembro do ano passado, na URBS, onde, anos antes, por um período foi Diretor de Transportes, mostrando à cidade sua vasta experiência nesse campo. Lubomir foi, obviamente, também uma das estrelas citadas no livro “História do Sistema de Transporte Coletivo de Curitiba”, que narra cronologicamente a evoluçaõ do sistema iniciado pelos bondes puxados por mulas, em 1887, e que termina com a chegada dos pioneiros Ligeirões. O livro, uma publicação conjunta da Prefeitura de Curitiba e da Travessa dos Editores, é a memória viva de um longo período de vivência urbana. Obrigado, Lubomir, pelos ensinamentos e pela forma nobre com que você soube olhar Curitiba com ares de poeta! Fica nossa lembrança.

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