PDT contra cerveja em jogos de futebol | Fábio Campana

PDT contra cerveja
em jogos de futebol

O deputado estadual Nelson Luersen, do PDT, é radicalmente contra quem vende e quem bebe cerveja nos estádios. Ou melhor, quem quer vender e beber. Ele considera a liberação inconstitucional, por infringir a lei federal conhecida como “Estatuto do Torcedor”. “Esporte não combina com bebida alcoólica”, afirma o pedetista. Ele contraria todos os estudos recentes que mostram que não há relação entre o consumo de cerveja e a violência ligada ao futebol. Aliás, a violência braba, briga entre torcedores, hoje ocorre muito longe dos estádios, com lugar e hora marcados via internet.


3 comentários

  1. Daniel Fernandes
    terça-feira, 13 de junho de 2017 – 16:10 hs

    Gostaria de ler tais estudos que dizem que não há relação de uma coisa com a outra.
    Pois os que eu achei falam exatamente o oposto.
    Inclusive, aqui está um artigo muito completo:

    https://jus.com.br/artigos/22554/o-esporte-bretao-a-copa-do-mundo-e-as-bebidas-alcoolicas

    Olhem o que se diz lá:

    ‘No caso mineiro – onde não há lei estadual proibindo a venda e consumo de bebidas alcoólicas nos estádios, mas há um termo de ajustamento de conduta feito pelo Ministério Público mineiro – dados do Corpo de Bombeiros que abrangem somente o estádio Governador Magalhães Pinto, popularmente conhecido como “Mineirão”, administrado pelo Estado de Minas Gerais, evidenciaram substancial redução no número de ocorrências após a proibição, de uma média de 39 (trinta e nove) por jogo para apenas 10 (dez), além da diminuição da gravidade do quadro apresentado pelas pessoas atendidas pelos bombeiros.

    Ademais, dados da Secretaria de Estado de Defesa Social indicam que, num comparativo envolvendo o campeonato mineiro de futebol do ano de 2006 e o de 2007, período em que se iniciou a proibição de bebidas naquele Estado, também com relação ao “Mineirão”, verificou-se uma redução média de 45% (quarenta e cinco por cento) no índice de ocorrências com as Polícias Militar e Civil, e, por outro lado, um aumento no público frequentador das partidas. No caso específico dos jogos envolvendo Atlético-MG e Cruzeiros, partida de maior rivalidade no Estado e consequentemente com maior número de situações de violência, a redução foi de 27% (vinte e sete por cento).

    Em São Paulo, dados da Polícia Militar paulista demonstram que no ano de 1995 o número de ocorrências atendidas foi de 1.260 (mil, duzentos e sessenta), ao passo que em 1996, ano em que foi publicada a Lei Estadual nº 9.470/96, que veda a venda e uso de bebidas alcoólicas nos estádios, tal número abaixou para 420 (quatrocentos e vinte), isto é, obteve-se a exata redução de 1/3 (um terço). Já em 2006, dado mais recente, o número de ocorrências foi de apenas 49 (quarenta e nove), demonstrando a influência da proibição de bebidas alcoólicas nessa redução.

    Por fim, no Estado pernambucano, o número de ocorrências nos estádios de futebol da Grande Recife começou a reduzir a partir de 2007, quando se começou a proibir a comercialização de bebida alcoólica nesses estádios, segundo o material utilizado pelo CNPG. Naquele ano, as ocorrências totalizaram-se em 468 (quatrocentos e sessenta e oito), enquanto que em 2010 foram apenas 112 (cento e doze). A lei que veda a venda de álcool nos estádios pernambucanos, porém, é de 2009 (Lei Estadual nº 13.748/09).

    Com efeito, são números muito importantes, que devem ser considerados quando da formulação de políticas públicas concernentes à comercialização e consumo de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol.’

  2. Daniel Fernandes
    terça-feira, 13 de junho de 2017 – 16:11 hs

    Primeiro parágrafo da conclusão do estudo que citei acima:

    ‘Diante do que se apresenta, forçoso concluir que medidas que proíbem a venda e o consumo de bebidas alcoólicas em estádios de futebol, assim como em perímetros próximos a estes, reduzem os índices de violência em seu interior e nas imediações. As estatísticas de três dos Estados com clubes de maior expressividade no esporte são claras nesse sentido.’

  3. Daniel Fernandes
    terça-feira, 13 de junho de 2017 – 16:15 hs

    A violência ocorre fora dos estádios sim. Antes e depois.
    Mas eu moro bem no meio das rotas principais para o Couto Pereira e para o Vila Capanema.
    E rola muita confusão em dia de jogo.
    Antes e depois do jogo.
    E tenho certeza que vai piorar se liberarem a venda nos estádios.

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