O tempo também esquentou entre os vereadores | Fábio Campana

O tempo também esquentou entre os vereadores

“Duas vereadoras [Noemia Rocha, do PMDB, e Professora Josete, do PT] provocaram este tumulto. Disseram que os vereadores chamaram os servidores de bandidos” – Pier Petruzziello (PTB)

“Lá fora onde, Pier? Não seja mentiroso. Eu não fui lá fora. Fui lá fora agora. Nem a Noemia. Eu e a Noemia estávamos lá dentro [durante a sessão]” – Professora Josete (PT)

Em coletiva de imprensa no final da manhã de hoje, o presidente da Câmara de Curitiba, Serginho do Posto (PSDB), disse que os vereadores seguem reunidos para decidir se a sessão será retomada ainda hoje. “Não há uma decisão. Precisamos avaliar o contexto”, declarou. “Não posso responder”, afirmou ele, ao ser questionado sobre a retirada dos projetos de lei do Plano de Recuperação. “Estamos aguardando novas definições. Ocorreu a terceira invasão da Câmara Municipal. Lamentável o fato”, acrescentou Serginho. Ele sustentou que a Câmara tomou “todas as providências” para garantir a segurança dos servidores.
“Nós precisamos aprovar este plano, não se está retirando direito de ninguém. Temos o direito de votar, fomos eleitos. O que vimos aqui hoje é desproporcional, descabido.”

Líder do prefeito na Casa, Pier Petruzziello (PTB) também disse que não pode afirmar se a sessão será retomada nesta terça. No entanto, ele argumentou que é contra a retirada dos projetos e dos regimes de urgências. “Nós precisamos aprovar este plano, não se está retirando direito de ninguém. Temos o direito de votar, fomos eleitos. O que vimos aqui hoje é desproporcional, descabido.” O líder continuou que Curitiba poderá se transformar “em uma Porto Alegre [RS]”, sem dinheiro para a folha de pagamento do funcionalismo.

A invasão do Palácio Rio Branco, acusou Petruzziello, “foi provocada por uma série de mentiras, de inverdades. Duas vereadoras [Noemia Rocha, do PMDB, e Professora Josete, do PT] provocaram este tumulto. Disseram que os vereadores chamaram os servidores de bandidos”. Ele foi apoiado por outros parlamentares presentes da coletiva. Wagner Argenton, da diretoria do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac), falou da tribuna, após a ocupação: “Atenção, há poucos instantes o líder do governo, numa sala com demais vereadores, chama o movimento de bandidos. Duas vereadoras se retiram da sala e a reunião é suspensa. Nós estamos aqui de forma pacífica”.

Professora Josete entrou na sala do gabinete da presidência, onde era realizada a coletiva, e questionou Petruzziello. “Lá fora onde, Pier? Não seja mentiroso. Eu não fui lá fora. Fui lá fora agora. Nem a Noemia. Eu e a Noemia estávamos lá dentro [durante a sessão]”, apontou. “O Wagner falou”, rebateu o líder. “O Wagner mente então?”, disse Tico Kuzma (Pros). “Eu ouvi, mas não fui lá fora”, argumentou a vereadora. Ela completou, sobre os projetos em regime de urgência, que as matérias “não trazem todos os dados que a Lei de Responsabilidade Fiscal exige. Existe uma crise? Existe, mas mostrem os dados de verdade. O problema é que não há transparência. É necessário que o prefeito retire, ao invés de ficar debochando dos servidores nas redes sociais”.

Com informações da Câmara de Curitiba e fotos de Chico Camargo.


Um comentário

  1. Marco Nascimento
    terça-feira, 20 de junho de 2017 – 17:53 hs

    São bandidos sim! Esses pseudoSovietes ai tem que se ligar que aqui não será tolerado isso !

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