No placar da Câmara: Ópera de Arame | Fábio Campana

No placar da Câmara: Ópera de Arame

32 dos 38 vereadores de Curitiba compareceram à sessão extraordinária convocada ontem na Câmara. A pauta era decidir sobre o local da votação do pacote de Greca. Por 21 votos a dez, ficou decidido que segunda e terça-feira, a partir das 9 horas, os vereadores estarão na Ópera de Arame para tratar da aprovação, ou não, do Plano de Recuperação de Curitiba.
A entrada será liberada para que 100 pessoas acompanhem a sessão. E os servidores, em massa, poderão se mobilizar na Pedreira Paulo Leminski. Os sindicalistas não gostaram.

As falas de alguns vereadores, contra ou a favor, da transferência de local,  às vezes foram tragicamente engraçadas, às vezes assustadoras, às vezes ponderadas. É uma Câmara diversa, ninguém pode negar.

Professora Josete: “Com que cara vamos ficar? Isso aqui vai ser matéria de Jornal Nacional. Por que será que os servidores estão revoltados? “Estou em meu quarto mandato e é a primeira vez que vejo isso. Isto [a mudança] está sendo feito para fugir do povo”.

Maria Letícia: “Não podemos sair de onde juramos [ao tomar posse] defender a democracia. Minha vida foi de ponderação e de mediação. A questão de segurança não nos diz respeito”.

Gora: “Que tenhamos um amplo seminário sobre o IPMC, com o Ministério da Fazenda. Não concordo que haja invasão do plenário. Não concordo tampouco que o Executivo tenha intransigência”.

Bruno Pessuti: “Realmente é um dia ímpar o que estamos deliberando aqui. A sugestão partiu da autoridade máxima no Paraná [em segurança]. E por que ele solicitou isso? Porque três vezes a Câmara foi invadida. O Estado democrático de direito garante o funcionamento das instituições”.

Mauro Ignácio: “Gostaria também que a votação fosse aqui. Mas o que estamos buscando hoje aqui é a preservação da vida. Não queremos que esta votação seja manchada pelo sangue. Tinha crianças aqui na frente que foram usadas como escudo. O incidente com o guarda municipal não há ainda uma certeza sobre o que aconteceu. O que queremos é evitar o conflito. Temos que fazer a análise e a votação destes projetos. É nosso dever e nossa função”.


6 comentários

  1. sábado, 24 de junho de 2017 – 8:53 hs

    isso que dá, quando se elege politicos sacos de bostas!!!

  2. Maquiavel
    sábado, 24 de junho de 2017 – 17:47 hs

    Cada um defende o seu, mas algumas posições são indefensaveis.

    Agora este Ignacio é uma contradição ambulante: como foram usadas crianças como escudo, se quem defendia os escudos eram os pms?

  3. Maquiavel
    sábado, 24 de junho de 2017 – 21:36 hs

    http://sismuc.org.br/noticias/2/geral/6107/maria-leticia-acumula-cargos-de-vereadora-e-no-iml-que-somam-r$-298-mil

  4. marco
    sábado, 24 de junho de 2017 – 21:58 hs

    Nós vamos participar nem que tiver que atravessar o lago a nado

  5. HORA DA VERDADE
    sábado, 24 de junho de 2017 – 23:22 hs

    Lamentavelmente as pessoas que buscam o voto hoje em dia, com raras exceções, tem medo de assumirem posições e cumprirem as próprias leis que juram defender. Levar a votação para o picadeiro da Opera de Arame, só pode ser palhaçada mesmo. O regimento interno permite sessões em outros locais, desde que seja impossível realizá-las no Sede de Câmara Municipal. O que a Lavajato constrói de positivo em favor da cidade, como o cumprimento correto e inflexível da lei, nossos vereadores ridicularizam a instituição ao deixarem-se pressionar pelo grito do corporativismo funcional.
    Medrosos e despersonalizados os 21 nobres vereadores que aprovaram a transferência das sessões, deviam ir a elas vestidos com a indumentária caracterizadora dos palhaços de circo e não com a sobriedade do traje que significa a seriedade de representantes do povo. Não se trata de ser contra ou favorável a proposta do Prefeito. O que esta em jogo é a instituição. Bem dizia o Papa João XXIII, que “AS INSTITUIÇÕES SERÃO O QUE FOREM SEUS DIRIGENTES”.
    Aconteceu na Assembléia Legislativa e na Câmara de Vereadores porque suas EXCELÊNCIAS não tiveram a coragem de simplesmente dizerem: “Cabem no plenário o numero X de pessoas para assistirem” e chamarem as lideranças destes sindicatos e movimentos ditos sociais, para credenciarem AS PESSOAS ATÉ O LIMITE DA CAPACIDADE DO PLENÁRIO.
    Feito isso, para resguardar-se mais, até poderiam ir a Justiça buscar FORÇA POLICIAL para garantir a segurança e impedir os invasores.
    Triste espetáculo vai acontecer no Picadeiro da Opera de Arame. Digno da mais fantástica OPERA BUFA. (https://youtu.be/6mCy-KvD5Ao).
    Senhores vereadores assistam este vide o Youtube e escolham seus trajes para serem atores da maior OPERA BUFA da nossa Opera de Arame.

  6. Jotinha
    domingo, 25 de junho de 2017 – 13:44 hs

    Correto essa mudança de local, é umas das opções para se evitar maiores confrontos desnecessários, estrategicamente fica mais facil de dar a segurança necessária; e ademais, quem insistir em ir até lá, que façam uso de cães, jatos de água, balas de borracha, choques, bombas para dispersão.

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