'Negro de primeira linha' | Fábio Campana

‘Negro de primeira linha’

Foto:Nelson Jr./SCO/STF

O ministro Luís Roberto Barroso pediu desculpas públicas, ontem, por ter chamado o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa de “negro de primeira linha” em discurso durante cerimônia. Visivelmente emocionado, Barroso afirmou, logo no início da sessão do plenário na Corte, que é necessário enfrentar o racismo, “mesmo o que se esconde em nosso inconsciente”.
“Manifestei-me de modo infeliz e utilizei a expressão “negro de primeira linha”. Não há brancos ou negro de primeira linha porque as pessoas são todas iguais em dignidade e direitos, sendo merecedoras do mesmo respeito. […] Mais de uma pessoa me disse se eu justificasse a minha fala e pedisse desculpas eu daria mais visibilidade ao fato. É provável. Mas é sempre boa a oportunidade para enfrentar o racismo à luz do dia, mesmo o que se esconde em nosso inconsciente.”


8 comentários

  1. Daniel Fernandes
    sexta-feira, 9 de junho de 2017 – 15:01 hs

    O racismo existe sim, e nem é no subconsciente.
    Esta semana, entrou uma nova aluna na classe da minha filha, uma refugiada de Angola.
    Minha filha chegou em casa contando coisas horríveis, o que algumas das outras crianças fizeram com a menina…
    E estas crianças apenas perderam o recreio…
    Se eu fosse diretor de escola, e isto acontecesse na escola que eu estivesse dirigindo, iria rolar uma bela suspensão, ou mesmo expulsão.

  2. Doutor Prolegômeno
    sexta-feira, 9 de junho de 2017 – 15:14 hs

    Uma frase lamentável, infeliz e inoportuna. Alguns juristas milionários entediados resolveram ser ativistas da justiça para reformar a sociedade de acordo com suas crenças.

  3. sexta-feira, 9 de junho de 2017 – 19:32 hs

    Racismo no Brasil existe porque as nossas leis sao muito duvidosas, Nao consigo entender como humilhar uma pessoa pela cor da pela,tenho amigos com pele negra,amarela, e branca e dai,vou agora julgariam pessoa pela cor da pele?

  4. Daniel Fernandes
    sexta-feira, 9 de junho de 2017 – 19:56 hs

    Jeca, e vou mais além…. geneticamente as raças nem mesmo existem.
    A diferença que existe é tão mínima a ponto de ser impossível de ser detectada.
    Sabe qual o percentual máximo de diferença genética possível entre duas pessoas escolhidas ao acaso?
    0,017%…….
    E veja que este é o caso de maior diferença genética, que é raro.
    E veja que muita desta variação corresponde a partes do DNA que não contribuem com o fenótipo, por serem em regiões não traduzidas para proteínas. Existem indícios de que talvez parte deste DNA tenha função de controle, mas isso ainda não está exatamente certo.
    Nós seres humanos somos mais próximos geneticamente um do outro, do que os indivíduos pertencentes a qualquer outra população animal (que se reproduza de forma sexuada).
    E isto é resultado de nossa espécie ter aumentado o tamanho de sua população muito recentemente. Então, não houve tempo suficiente para haver divergência genética (de forma mais clara: acúmulo de mutações).
    Óbvio que na reprodução assexuada a diferença estatística será ainda menor, pois haverá clones (com exceção de bactérias e vírus, que sofrem mutação bem rapidamente).

  5. Carlos-Cajuru
    sexta-feira, 9 de junho de 2017 – 23:08 hs

    Outro dia atras um homem de origem africana, provavelmente africano nativo ou haitiano me abordou no centro da cidade falando em voz alta e pedindo uma informação. Eu fiquei com medo que foisse um assaltane e me afastei um poucom, mas respondi sua pergunta.

    Mas isso é racismo?

  6. NA CORDA BAMBA
    sábado, 10 de junho de 2017 – 5:49 hs

    O Ministro Barroso foi injusto e infeliz em sua afirmação. Se disse
    que o Joaquim Barbosa era um negro da primeira linha deu a enten-
    der que os demais negros eram de segunda linha. Tão infeliz que
    a sua retratação deveria ser em todos os níveis. Claro que o racismo
    existe no mundo todo e o Brasil ainda ostenta o símbolo de união e
    aceitação de todas as raças do planeta, basta viajar mundo afora,
    porem ainda falta muuuuito para sermos justos…

  7. Daniel Fernandes
    sábado, 10 de junho de 2017 – 8:55 hs

    Carlos-Cajuru, tenha mais medo quando uma pessoa bem vestida e excessivamente bem falante te aborde no meio da rua.
    Pela minha experiência, estas são as pessoas que você deve temer.

  8. Veredito
    domingo, 11 de junho de 2017 – 15:46 hs

    Uma pergunta para quem quiser responder: Se alguém chamar um cidadão branco de “branco de primeira linha” estaria cometendo crime de racismo?
    Aguardo!

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