'Meu silêncio não está à venda', diz Cunha | Fábio Campana

‘Meu silêncio não está à venda’, diz Cunha

O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) negou nesta quarta-feira, 14, em depoimento à Polícia Federal, ter recebido propinas da JBS em troca de se manter calado nas investigações da Operação Lava Jato. Cunha prestou depoimento no inquérito que investiga o presidente Michel Temer por corrupção passiva, obstrução da Justiça e organização criminosa. “Meu silêncio não está à venda”, disse Cunha, segundo o advogado Rodrigo Sanchez Rios, que acompanhou o depoimento. As informações são de Ricardo Galhardo no Estadão.

De acordo com Rios, Cunha negou “categoricamente” todas acusações de pagamento de propina feitas pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS.

Em depoimento à Procuradoria Geral da República (PGR), Joesley disse que pagava uma mesada a Cunha e ao operador Lucio Funaro em troca do silência dos dois. Disse ainda que Temer sabia da mesada. Em gravação anexada ao inquérito, Joesley diz ao presidente que “eu tô bem com o Eduardo”, ao que Temer responde “tem que manter isso, viu”.

“O deputado ressaltou que nunca procuraram ele. Nem o presidente Temer nem interlocutores do presidente. Ele negou categoricamente. Respondeu de forma geral”, disse o advogado.

Segundo Rios, a Polícia Federal em Brasília enviou 47 perguntas para serem feitas a Cunha. Aproximadamente a metade delas diz respeito à ação que corre na 10a Vara Federal de Brasília com base na delação de executivos da Odebrecht que dizem ter pago R$ 17 milhões ao ex-presidente da Câmara em troca da liberação de verbas do Fundo de Investimento do FGTS. Cunha não respondeu a estas indagações alegando que prefere tratar delas no âmbito do próprio processo. Segundo o advogado, os questionamentos foram extraídos das perguntas feitas pela própria defesa de Cunha a Temer.

O ex-deputado, preso desde outubro de 2016, deve voltar ainda hoje para o Complexo Médico Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.


3 comentários

  1. Sergio Silvestre
    quinta-feira, 15 de junho de 2017 – 16:10 hs

    O grau de probidade e de credibilidade desse sr é de muitos da direita raivosa ainda acreditar,inclusive alguns miquinhos daqui do Blog que bradavam aqui que ele era seu bandido de estimação.É pra acabáa

  2. joao
    quinta-feira, 15 de junho de 2017 – 18:09 hs

    Nós da plebe quando assistimos os valores transacionados, na forma de comissão, propinas está muito distante do imáginário da maioria que elegem e dão legitimidade para agirem em causa da plutocracia.
    A decretação da prisão do Aécio saiu na velocidade de um raio, enquanto, o Renan e Cia, cairam no esquecimento.
    A questão é que o sistema judiciário está se tornando prisioneiro de uma complexa organização pluripartidária que atuam com força plena, pelo fato de agirem e manobrarem de modo conveniente.
    Isto, a lava jato começa a perceber que o sistema de corrupção é monstruosamente gigantesco, basicamente, engoliu, asfixiou, o Brasil.
    Conclusão, se o Brasil ainda quiser existir, terá de conviver com a lama tóxica, por muito tempo, quem sabe gerações de futuros MPF, Juizes, estarão lutando contra a maior “cultura criminosa” que faz sermos são desiguais.

  3. FUI !!!
    sexta-feira, 16 de junho de 2017 – 5:17 hs

    Agora com a esposa Claudia inocentada, o Cunha pode curtir aprisão no sossego e acompanhar o andar da carruagem do dignís-
    simo Moro para ver se vende o seu silencio ou não. Se vender bem
    terá a liberdade tão almejada e caso contrário pode encomendar mais
    alguns uniformes da prisão.

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