Justiça nega liberdade a Rafael Suss Marques | Fábio Campana

Justiça nega liberdade
a Rafael Suss Marques

Acusado de ter assassinado a atleta Renata Muggiati em 12 de setembro de 2015, quando durante uma discussão teria agredido e depois jogado Renata da janela de seu apartamento, no 31º andar, no cento de Curitiba, o médico Rafael Suss Marques teve novamente o pedido de liberdade negado pela justiça esta semana. A defesa entrou com o pedido com base na condenação do médico por crimes de lesão corporal e ameaça contra uma ex-namorada, em dezembro do ano passado. Suss Marques foi condenado no início do mês de maio com pena de pouco mais de quatro meses de prisão. Como está preso desde o final de 2016, a pena foi cumprida, e a defesa tenta deste então a soltura alegando que o médico é réu primário, com residência fixa e atividade lícita.

O Ministério Público do Paraná pediu a manutenção da prisão preventiva alegando, entre outras coisas, que Rafael descumpriu uma série de obrigações e condutas impostas para sua liberdade, desde a morte de Renata Muggiati. “Aduziu que o réu mesmo ciente de suas obrigações cautelares foi flagrado cometendo um crime depois das 21h do dia 23/12/2016, ou seja, descumpriu medida cautelar que lhe foi imposta e da qual tinha pleno conhecimento”, relata o MP, em trecho do despacho.

A juíza substituta, Taís de Paula Scheer, do Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, ao negar o pedido de liberdade de Rafael, disse em despacho. “a saber, a gravidade dos fatos delituosos praticados pelo réu contra sua própria companheira, a periculosidade do agente, eis que em data posterior praticou delito de lesão corporal em sede de violência doméstica contra vítima diversa.Por fim, estando presentes os requisitos da custódia preventiva não há que sefalar em substituição desta por medidas cautelares diversas da prisão. Denota-se,ainda, que se mostra inadequada e insuficiente a substituição da prisão preventiva pela monitoração eletrônica, prevista no art. 319, IX, do Código de Processo Penal, porquanto esta não se apresenta compatível no caso para garantir a ordem”

Com isso, o médico seguirá preso enquanto aguarda o julgamento pela morte de Renata Muggiati.


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