Joaquim Barbosa defende eleições diretas e não descarta candidatura | Fábio Campana

Joaquim Barbosa defende eleições diretas e não descarta candidatura

O Globo

Ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa disse nesta quarta-feira que não descarta concorrer à presidência da República, criticou a “falta de lideranças políticas” no país e defendeu a realização de eleições diretas caso o presidente Michel Temer seja cassado.

Ele contou ter sido sondado por dois partidos, mas ressaltou, em seguida, que hesita tomar a decisão de concorrer ao Planalto, sem, no entanto, afastar a possibilidade. As declarações foram dadas no Supremo após cerimônia de colocação de retrato na galeria de ex-presidentes da Corte.

— É uma decisão que cabe a mim, só que eu sou muito hesitante relação a isso. Sinceramente, não sei se decidirei positivamente nesse sentido.

Apesar de demonstrar hesitação em relação à candidatura, Barbosa ressaltou, mais de uma vez, vantagens que ele teria se decidisse concorrer:

— Hoje eu tenho a meu favor a desvinculação com a função pública há três anos, o distanciamento necessário da função jurisdicional.

Barbosa afirmou que conversou no ano passado com Marina Silva, da Rede, e mais recentemente com a direção nacional do PSB. Ele afirmou que foram diálogos genéricos:

— Nada concreto em termos de oferta de legenda para candidatura. Mesmo porque eu não sei se decidiria dar esse passo. Eu hesito.

O ex-presidente do Supremo, que se notabilizou como relator do mensalão, processo que condenou integrantes do governo Lula e outros agentes por corrupção, disse que falta lideranças para fazer uma mudança constitucional prevendo eleições diretas no caso de Temer cair. Segundo ele, a medida devolveria o poder ao “povo”:

— Não vejo nenhum tabu em modificar a Constituição em uma situação emergencial como essa para se dar a palavra ao povo. Em democracia, isso é que é feito. Aliás, eu defendi essa tese já no ano passado quando a crise do governo Dilma se agudizou. Constitucionalmente, era viável, mas faltou liderança política no país. Atendeu-se ao interesses de grupos.

Barbosa evocou a necessidade de “gente séria” na política do país para mudar a situação que ele classifica como “grave”:

— A falta dessa liderança política, de pessoas com desapego, realmente vinculadas ao interesse público, faz com que o país vá se desintegrando aos poucos. É o que está ocorrendo no Brasil por falta de lideranças políticas. Falta gente séria à frente dos assuntos de Estado.

O ex-presidente do Supremo não economizou nas críticas ao Legislativo e Executivo. E alertou que o Juduciário precisa ter “vigilância redobrada sobre tudo o que se passa no país”:

— Nós passamos por momentos tempestuosos na vida política nacional em que visivelmente os dois poderes que representam a soberania popular, nossos representantes eleitos, não cumprem bem a sua missão constitucional. E cabe a essa Corte, como órgão de calibragem e moderação, ter uma vigilância redobrada sobre tudo o que se passa no país.


16 comentários

  1. OTIMISTA
    quinta-feira, 8 de junho de 2017 – 5:53 hs

    Apesar do respeito imenso que tenho por Joaquim Barbosa e mes-
    mo sabendo que não temos liderança política alguma para eleger,
    sugiro que o digníssimo ex-Ministro não se candidate. Será uma gota
    de honestidade dentro de um turbilhão de bandidos. As leis deste país
    foram feitas por políticos “viciados” em roubalheira e deles dependem
    os eventuais eleitos que ocuparem a cadeira Presidencial. Esqueçam.

  2. sergio
    quinta-feira, 8 de junho de 2017 – 7:04 hs

    Esquece este cara.

    Quando teve o poder nas mãos o quê fez?
    Pediu a aposentadoria, montou uma empresa
    de fachada nos EUA para comprar apto sem
    pagar muito imposto.]

    Então???????????

  3. TADEU ROCHA
    quinta-feira, 8 de junho de 2017 – 7:55 hs

    DR.JOAQUIM BARBOSA, EU ACHO QUE O SENHOR AINDA NÃO ESTA PREPARADO, SENHOR PEDIU SUA APOSENTADORIA QUANDO O BRASIL ESTAVA MAL PEDINDO P. SENHOR FICAR.

  4. quinta-feira, 8 de junho de 2017 – 8:10 hs

    Depois que se aposentou vieram a tona seu relacionamento com LULA, ficou provado que era da turma, fora

  5. PEDROCA DO SUDOESTE
    quinta-feira, 8 de junho de 2017 – 8:47 hs

    Esse cidadão pode ter sido um bom Ministro do Supremo, mas como Presidente seria um fracasso.

  6. LENZA TOLEDO
    quinta-feira, 8 de junho de 2017 – 9:19 hs

    esse aí como presidente do Brasil? Seria como entrar num barco e navegar sem remo e sem rumo.

  7. Do Interior...
    quinta-feira, 8 de junho de 2017 – 9:49 hs

    Esse é mais um falso. É verde por fora mas vermelhinho por dentro.

    Livrou Lulla no mensalão onde já havia provas para a cadeia e abrir o leque de investigação.

    Na sentença, condenou a grandes penas os atravessadores e os mandantes dos crimes, a penas irrisorias.

  8. Parreiras Rodrigues
    quinta-feira, 8 de junho de 2017 – 10:38 hs

    Um ex-ministro pregando o rasgamento da Constituição que DETERMINA, em caso de vacância do cargo de presidente, após a metade do mandato, que o presidente em exercício, no caso, Rodrigo Maia, convoque eleições INDIRETAS, prazo de 30 dias.
    Como seria um governo seu?

  9. Roque Alves
    quinta-feira, 8 de junho de 2017 – 11:06 hs

    Eleições Diretas: Parlamentarismo e Voto Facultativo Já… Urge que o Congresso Nacional, no eixo da mensagem das Eleições Diretas, proponha também a implantação do regime Parlamentarismo e do Voto Facultativo no Brasil… Estes mecanismos políticos democráticos consagrarão o processo eleitoral e a gestão pública nacional… Eleições Diretas ou Indiretas no Presidencialismo e no Voto Obrigatório recrudescerá ainda mais o grau de Dinastia e Inconfidência Política contra o povo brasileiro… O poder político no Brasil é subversivo… Os Partidos Políticos manda no Povo… Quando deveria ser ao contrário, o Povo dirigindo os Partidos Políticos… Os Partidos Políticos organizam os seus gestos autocraticamente consoantes aos interesses de seus dirigentes e/ou parlamentares… Enquanto perdurar o regime Presidencialista e o Voto Obrigatório no Brasil, os Partidos Políticos continuarão oprimindo o Povo (e os eleitores).

  10. henry
    quinta-feira, 8 de junho de 2017 – 11:11 hs

    ESTE SENHOR “afro descendente”, NÃO PASSA DE UM verme petista ENRUSTIDO E OPORTUNISTA. O MELHOR QUE ELE PODE FAZER PARA O PAÍS, É FICAR ONDE ESTÁ E FAZENDO “nada”.

  11. QUESTIONADOR
    quinta-feira, 8 de junho de 2017 – 11:19 hs

    -Ainda estou em dúvida entre o Luciano Huck e o Joaquim Barbosa….
    -É cada uma…a cada dia que passa, o País torna-se ingovernável de tanta maracutaia, corrupção, impunidade, desmando, fora os milhões de desempregados, crise nos setores produtivos, crise nas finanças e ainda temos que aguentar estas “possíveis indicações”…pelo amor de Deus!!!

  12. Doutor Prolegômeno
    quinta-feira, 8 de junho de 2017 – 11:23 hs

    Zulivre. O único caso na história de um ministro do STF que se aposentou em pleno exercício da presidência da corte, sem o menor constrangimento.

  13. Simões
    quinta-feira, 8 de junho de 2017 – 12:08 hs

    Um babaca, fugiu do STF com uma gorda aposentadoria. Hoje quer ser Presidente, me poupe fernandinho.

    Vai fazer crochê ou tricô meu camarada, seu tempo já acabou. Votar em vc só se eu fosse maluco ou trouxa.

  14. HORA DA VERDADE
    quinta-feira, 8 de junho de 2017 – 13:02 hs

    Mais uma cria do Lula. Não chega a dilMAIS o REIquião, a Benedita, Cabral, Garotinho, Gleise e seu Bernardo? Chega de lulopetismo. Não merecemos tanto castigo. A empáfia do Relator do Mensalão só puniu a arraia miuda e livrou o chefe da gang. Chega. Aposentado que curta seu pijama nos Estates, tomando vinho caro com a gang da JBS. Erva do mesmo saco.

  15. Mello Carrilles
    quinta-feira, 8 de junho de 2017 – 13:56 hs

    O ministro, ou ex, é uma pessoa do bem, honesta, preparada juridicamente etc; caso contrário, não teria chegado ao STF. Mas se decidir lançar-se para presidente, agirá tal qual um arrivista, que não mede consequências. Entre as inúmeras razões, é possível destacar duas: 1. Barbosa mostrou, quando presidente do STF, que é autoritário e pouco aberto ao diálogo e tem dificuldades em conviver com diferenças; 2. Vai se eleger com quantos deputados em uma Câmara Federal com 513 pares? Para governar, terá que distribuir ministérios, cargos em comissão, diretorias em estatais… pois não há almoço grátis, até o de “graça” tem custo. É preciso ser honesto, competente, mas não podemos trilhar o caminho da busca de um salvador da pátria!

  16. Luiz Antonio
    quinta-feira, 8 de junho de 2017 – 14:39 hs

    Sugerindo rasgar a Constituição, Ministro?

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