A greve continua | Fábio Campana

A greve continua

Banda B

A reunião entre Prefeitura de Curitiba e servidores municipais terminou sem acordo na tarde desta quarta-feira (14). A coordenadora do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sismuc), Irene Rodrigues, definiu o encontro como uma “falsa negociação” em entrevista à Banda B. Logo após a reunião, os servidores decidiram manter a greve.

“A Prefeitura não recua em nada e não se compromete com a retirada do regime de urgência. Esse encontro não traz nenhuma novidade e é uma frustração. Querem que os sindicatos tragam sugestão de emendas, mas querem que a urgência continue”, disse a coordenadora do Sismuc.

Os servidores pediam a presença do prefeito Rafael Greca (PMN) na reunião, mas ele não compareceu. Os servidores foram recebidos pelo secretário de Governo, Luiz Fernando Jamur, que afirmou que a reunião foi extremamente positiva e cumpriu o papel pelo qual foi solicitada. “Tiramos várias dúvidas e dois sindicatos apresentaram emendas, que vamos avaliar. Todo esse esforço visa garantir a sustentabilidade financeira da Prefeitura e honrar os compromissos com a categoria dos servidoras e para que possamos voltar a garantir um serviço de qualidade a nossa população”, explicou o secretário.

Ocupação da Câmara

Essa reunião faz parte do acordo que culminou com a liberação do prédio da Câmara Municipal de Curitiba e foi firmado entre os vereadores e representantes dos sindicatos.

Os quatro projetos que tramitam com urgência e, por isso, seriam votados em plenário nesta terça são: o que altera as contribuições previdenciárias tanto da prefeitura quanto dos servidores, o que congela a carreira dos servidores, o que cria a Lei de Responsabilidade Fiscal municipal e o que autoriza um leilão das dívidas do município.

Balanço

A Secretaria Municipal da Educação informou que 331 das 391 unidades da rede municipal de ensino funcionam normalmente na manhã desta quarta-feira (14). Outras 25 fazem atendimento parcial e 35 unidades não funcionam. São 51 escolas e 9 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) com adesão ao movimento de paralisação.


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