Câmara faz terceira tentativa de votar pacote de Greca | Fábio Campana

Câmara faz terceira tentativa de votar
pacote de Greca

do Bem Paraná

A Câmara Municipal de Curitiba faz hoje a terceira tentativa de votar o pacote de ajuste fiscal proposto pelo prefeito Rafael Greca (PMN). A sessão plenária acontece na Ópera de Arame. A decisão de mudar a sde do Legislativo aconteceu na sexta-feira, em uma sessão extraordinária convocada pelo presindente da Câmara, Serginho do Posto (PSDB).

A proposta de levar a sessão plenária para a Ópera de Arame partiu da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), durante encontro com o comando da Câmara também na sexta-feira. O local teria condições de oferecer maior segurança e evitar invasões, segundo a Sesp. A sessão de amanhã também acontece na Ópera.

A Ópera deve ser isolada pela polícia. Além dos vereadores, um grupo de até 100 servidores públicos municipais poderá acompanhar a sessão, segundo o que ficou decididio na sexta. A Pedreria Paulo Leminski, ao lado da Ópera, ficará aberta para receber outros servidores.

O pacote foi enviado por Greca no final de março. Desde o último dia 13, os vereadores tentam votar quatro projetos sob regime de urgência. Entre as medidas em discussão está a proposta que suspende planos de carreira e adia a data-base do reajuste anual dos servidores; o aumento da contribuição do funcionalismo para a previdência, o saque de R$ 600 milhões do fundo de aposentadoria muncipal para o Executivo; a Lei de Responsabilidade Fiscal municipal, que estabelece limites para os gastos com pessoal, e o leilão de dívidas da prefeitura.

O prefeito alega que as medidas são indispensáveis para garantir o pagamento em dia dos salários do funcionalismo e a manutenção dos serviços públicos, diante de um déficit de R$ 2,1 bilhões no Orçamento de 2017 e uma dívida de R$ 1,2 bilhão com fornecedores. Os sindicatos reivindicam a retirada de pauta dos projetos, alegando falta de diálogo na elaboração das propostas.

Na última quinta-feira, Greca recebeu na prefeitura vereadores de oposição, mas as conversas terminaram em impasse. O prefeito insistiu na votação do pacote e os parlamentares na retirada de pauta dos projetos para reabertura das negociações.

O secretário de Estado da Segurança Pública, Wagner Mesquita, se reuniu com integrantes da Mesa Executiva da Câmara Municipal de Curitiba, Ministério Público e representantes dos sindicatos dos servidores públicos da Capital para discutir o esquema de segurança para a votação. O objetivo, segundo ele, é garantir o direito à manifestação da categoria, e ao mesmo tempo evitar novos confrontos.

Mudança — Mudar o local da sessão plenária hoje e amanhã foi criticada por vereadores da oposição e até mesmo por aqueles que defendem o projeto do prefeito, apesar de não haver impedimento no regimento da Casa. A sessão extraordinária para votar a mudança acoteceu por volta das 18h30 de sexta, e reuniu 32 vereadores. O resultado foi 21 votos a favor da mudança e dez contra.

“Eu lamento que nós cheguemos a esse ponto. É o meu quarto mandato e é a primeira vez que eu vejo uma sessão sendo convocada desta forma”, disse a vereadora Professora Josete (PT). O presidente da Casa convocou os vereadores para votar a mudança ás 17 horas. “Também sou contra não votar na Câmara. Sair da Câmara Municipal é fugir da democracia”, disse a vereadora Maria Letícia Fagundes (PV), que é favorável ao pacote.

Na semana passada, a segunda tentativa de votar os projetos terminou em invasão da Câmara e confronto entre policiais e manifestantes com quatro feridos. Apesar do reforço na segurança, com cerco policial à sede do Legislativo desde a madrugada anterior à votação, o esquema não conseguiu evitar que o protesto terminasse em violência. A sessão acabou sendo suspensa após a ocupação do plenário. Greca reagiu afirmando que se o projeto não for aprovado, em dois meses a prefeitura não terá como pagar os salários em dia. Para garantir a votação dos projetos, os vereadores cogitam, inclusive, suspender o recesso parlamentar de julho, que começa na sexta-feira.


Um comentário

  1. katia
    segunda-feira, 26 de junho de 2017 – 10:48 hs

    Nossa, quanta bondade deles, ‘cogitam, inclusive, suspender o recesso parlamentar de julho, que começa na sexta-feira.’ Pergunto: qual trabalhador tem recesso em julho e com um salário igual ao dos nossos ‘queridos’ vereadores?
    Mal trabalham, têm um salário altíssimo, gratificações, mordomias, podem indicar comissionados para não fazerem nada e ganharem salários altos também e quem leva a fama são os servidores que têm média salarial de R$2.500,00 (bruto), salvo alguns que ganham gratificação por serem chefes, ou professores que tem curso superior, senão fora isso a média é essa, e daí o sr. prefeito e os vereadores ficam jogando a população contra os servidores, dizendo que a culpa é em função dos servidores, como disse o Sr. Pier: “o cidadão não aguenta mais perder seu emprego, sair de madrugada buscar um trabalho e ver os salários dos servidores sendo reajustados” gostaria que ele mostrasse onde estão esses reajustes, só se nos salários deles e dos comissionados que eles indicam, porque no dos servidores não…

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