Arreganhos fascistas | Fábio Campana

Arreganhos fascistas

artigo de Ademar Traiano

O PT vem emitindo sinais de que pretende resistir a uma provável condenação de Lula. O ex-presidente é réu por corrupção em cinco processos e está envolvido em três operações da Polícia Federal (Lava Jato, Janus e Zelotes).

Lula está sujeito, se considerado culpado pelos crimes de que é acusado, a ser condenado a mais de 30 anos de prisão. Mas é visto como “intocável” pelos petistas que enxergam em seu líder uma espécie de divindade acima dos mortais e de suas leis.

“Não existe nenhuma possibilidade de sentença justa que não seja a absolvição do ex-presidente”, delirou a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), ‘presidenta’ do partido, ela própria ré por corrupção no STF, em nota oficial. Como se coubesse ao PT e aos “companheiros” determinar o que a Justiça pode, ou não, fazer.

De acordo com o documento oficial, a militância petista dará “resposta adequada” para qualquer sentença “que não seja a absolvição completa e irrestrita de Lula”.

Ainda mais explícita, no seu fascismo truculento, e no aberto desafio a ordem pública e as instituições, é a nota assinada pelo presidente do PT do Rio de Janeiro, Washington Quaquá, inelegível por oito anos por abuso de poder político.

Um trecho: “Se fizerem isso [condenar Lula], se preparem! Não haverá mais respeito a nenhuma instituição e esse será o caminho para o confronto popular aberto nas ruas do Rio e do Brasil!”.

Sejam esses arreganhos fascistas uma determinação de resistir a Justiça pela força, ou uma tentativa de intimidar o Judiciário com a ameaça da violência, eles não podem ser toleradas em hipótese alguma. Não podemos admitir truculências bolivarianas ou as ameaças a ordem pública por parte de partidos conhecidos pelo seu descaso pela lei e opção preferencial pela violência.

“Se [condenarem Lula] (…) será o caminho para o confronto popular aberto nas ruas”, diz o indizível Quaquá. Se não houver uma reação vamos atiçar ainda mais a sanha dos fascistas e estimular a ousadia dos violentos.

Esse tipo de arreganho autoritário, vindo de um partido que, depois de 13 anos no poder, é acusado de produzir os maiores escândalos de corrupção da história do planeta, não só é inaceitável como deve ter resposta à altura.

O deputado federal Marcelo Delaroli, do PP do Rio de Janeiro, pediu a Procuradoria-Geral de Justiça que analise as declarações de Washington Quaquá, presidente do PT carioca, que convocou a militância a reagir violentamente a Justiça para providências legais.

A nota de Gleisi Hoffmann deveria passar por idêntica verificação. Contra a violência e as ameaças dos fascistas, o melhor remédio é usar toda a força da lei.

Ademar Traiano é deputado estadual, presidente da Assembleia Legislativa e do PSDB do Paraná.


5 comentários

  1. quinta-feira, 29 de junho de 2017 – 19:19 hs

    O Presidente da Assembleia Legislativa Deputado Ademar Traiano está coberto de razão os fundamentalista se acham.Essa gente que constitui o PT precisam se tocar.Lugar de criminoso é cadeia.De uma coisa eu tenho certeza exigir coerência de fundamentalista é querer muito.

    .

  2. Carregar peso morto
    quinta-feira, 29 de junho de 2017 – 22:19 hs

    Os petistas tanto aprontaram que agora terão que carregar a desonra do peso morto que se transformou o seu ídolo com pés de barro. Aqui se faz, aqui se paga.

  3. Hora da Verdade
    quinta-feira, 29 de junho de 2017 – 22:21 hs

    Código Penal, crime de incitar a desobediência civil.

  4. Helena
    quinta-feira, 29 de junho de 2017 – 23:03 hs

    É só prender o poderoso chefão do PT que os demais petistas ficarão com
    as barbas de molho.

  5. rodrigues
    sexta-feira, 30 de junho de 2017 – 10:20 hs

    Cadeia para esse mentor da ORCRIM, que levou o País a essa situação insustentável……

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