Temer revoga decreto e retira Exército das ruas | Fábio Campana

Temer revoga decreto e retira Exército das ruas

Sob pressão da base aliada, o presidente Michel Temer recuou e revogou decreto para atuação das Forças Armadas nas ruas do Distrito Federal.

A revogação saiu em edição extra do “Diário Oficial da União” nesta quinta-feira (25). Em meio a episódios de violência e depredação, o peemedebista havia publicado na quarta-feira (24) o decreto que permitia aos efetivos militares atuarem com poder de polícia até a próxima quarta-feira (31), o que criou uma crise com a Câmara dos Deputados.

Antes de tomar a decisão, o presidente foi alertado por auxiliares e assessores do desgaste que a presença das Forças Armada poderia causar à sua imagem, já prejudicada pelas delações da JBS.

Ele, no entanto, decidiu seguir adiante por entender que a escalada da violência geraria um dano ainda maior. Na própria quarta-feira (24), o peemedebista disse que poderia revogar o decreto se a situação voltasse ao normal.

Pelo decreto, publicado em edição extra do “Diário Oficial da União”, as Forças Armadas atuariam pela GLO (Garantia da Lei e da Ordem). O dispositivo autorizava os militares a atuarem com poder de polícia quando há o esgotamento das forças de segurança pública ou no caso de situações de perturbação.

“O presidente decretou, repito por solicitação do presidente da Câmara dos Deputados, uma ação de Garantia da Lei e da Ordem”, disse o ministro da Defesa, Raul Jungmann.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), no entanto, negou que tenha pedido o emprego das Forças Armadas. Segundo ele, solicitou que a Força Nacional garantisse a segurança nas adjacências do Congresso Nacional e pediu uma retratação do ministro da Defesa.

Em reação, o governo peemedebista confirmou que Maia pediu o emprego da Força Nacional. Segundo ele, contudo, o efetivo disponível em Brasília já havia sido utilizado para proteger o entorno do Palácio do Planalto.

CONFUSÃO EM BRASÍLIAManifestantes e policiais militares entram em conflito na Esplanada dos Ministérios
Manifestantes e policiais militares entram em conflito na Esplanada dos Ministérios

Por isso, e devido ao tamanho da manifestação, o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) e o Ministério da Defesa decidiram que as Forças Armadas seriam mais efetivas.

Criada em 2004, a Força Nacional atua na preservação da ordem pública, na incolumidade das pessoas e do patrimônio e em situações de calamidades públicas. Ela é formada por policiais militares e civis e por integrantes na reserva das Forças Armadas.

O protesto foi organizado por centrais sindicais e movimentos de esquerda pela saída do presidente, contra as reformas da previdenciária e trabalhista e a favor da convocação de eleições diretas.

Nos bastidores, auxiliares e assessores presidenciais reconhecem que o protesto não foi irrelevante e reuniu público maior do que era esperado. Segundo a Polícia Militar, 25 mil pessoas participaram da manifestação.

A preocupação é de que, a partir de agora, o clima de animosidade popular contra o governo peemedebista se intensifique e novas manifestações com episódios de violência ocorram em todo o país.


8 comentários

  1. Geraldo
    quinta-feira, 25 de maio de 2017 – 12:12 hs

    Resumindo, estamos mais uma vez fu

  2. Brasileiro
    quinta-feira, 25 de maio de 2017 – 12:19 hs

    Por mim o exército ficaria lá

  3. Doutor Prolegômeno
    quinta-feira, 25 de maio de 2017 – 12:40 hs

    Não sei porque tanta galinhagem por causa desta convocação que é estritamente constitucional. Magistrados semi-gagás, jornalistas rastaqueras de esquerda e outros corneteiros bananeiros saíram a gritar e cacarejar como galinhas loucas, por nada.

  4. Daniel Fernandes
    quinta-feira, 25 de maio de 2017 – 12:45 hs

    Olha, nunca pensei que diria isto, mas por mim, as Forças Armadas poderiam ficar lá
    Logo eu, que sempre fui meio de esquerda!

  5. Daniel Fernandes
    quinta-feira, 25 de maio de 2017 – 12:45 hs

    Sinceramente, fiquei até decepcionado com a revogação.

  6. Do Interior...
    quinta-feira, 25 de maio de 2017 – 12:46 hs

    O exército de LuLLa, comandado pelo Stédile, conseguiu o que queria. É o mesmo que aconteceu em Curitiba. Alias, a turma é a mesma!

  7. QUESTIONADOR
    quinta-feira, 25 de maio de 2017 – 12:51 hs

    -Na verdade o motivo do quebra-quebra além do movimento Fora Temer e outros gritos de covardia é que o governo Temer propôs na reforma trabalhista o fim do desconto sindical…esta é briga dos pelegos de sindicato, que vão ficar com as suas mordomias prejudicadas…

  8. Dionleno Silva
    sexta-feira, 26 de maio de 2017 – 12:11 hs

    O exercito não deveria ficar nas ruas e sim no poder e pegar além dos vândalos os ladrões da política.

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