Odebrecht montou plano de fuga para executivos | Fábio Campana

Odebrecht montou plano de fuga para executivos

Em delação premiada, Fernando Migliaccio, um dos responsáveis pelo departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht, contou que em 2014, Marcelo Odebrecht, entendendo que o cerco estava se fechando para o seu lado, arquitetou um plano de fuga para alguns funcionários da empresa com o propósito de esvaziar contas no exterior. Pouco tempo depois, a Lava Jato desencadeou uma série de prisões de executivos da empresa e congelou contas, mas mesmo assim, executivos conseguiram resgatar pelo menos US$ 25 milhões.
Segundo o delator, “em meados de 2014, houve a decisão definitiva de Marcelo Odebrecht para que todas as pessoas envolvidas no Setor de Operações Estruturadas saíssem do Brasil”, poderiam escolher o local para onde se mudariam, mas tudo tinha que ser feito imediatamente. “A empresa auxiliaria financeiramente a saída do país de quem aceitasse a proposta e o auxílio financeiro compreendia desde a obtenção do visto até o pagamento de despesas de moradia e permanência no exterior”. 

Instalados em vários países, os funcionários da área Operações Estruturadas da Odebrecht continuaram a operar até que os executivos começaram a ser presos e as contas foram bloqueadas. Antes disso, como já foi dito, conseguiram resgatar, pelo menos, U$ 25 milhões.
Fernando Migliaccio contou em sua delação que tem oito quilos de ouro em um cofre em Genebra e U$$ 100 mil depositados em nome do irmão. Quem o defende no acordo de delação premiada é o advogado Georg Friedli, o mesmo que defendeu José Maria Marin, ex-presidente da CBF, quando foi preso na Suíça em 2015.

Em tempo, Operações Estruturadas da Odebrecht era a área da companhia responsável pela distribuição de propina.


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