'Não há como não pensar que não mandaram matar o meu pai', diz Francisco Zavascki | Fábio Campana

‘Não há como não pensar que não mandaram matar o meu pai’, diz Francisco Zavascki

da ISTOÈ

Em post publicado em sua página no Facebook, Francisco Zavascki, filho do ex-ministro do STF Teori Zavascki, morto em acidente de avião em janeiro deste ano, publicou na noite de ontem um desabafo sobre os recentes acontecimentos envolvendo o presidente Michel Temer. Francisco conclui o texto com a frase “Desculpem o desabafo, mas não tenho como não pensar que não mandaram matar o meu pai!”

Leia a seguir a íntegra do texto

No post, Francisco critica o PMDB. Segundo ele, o partido “está no poder desde sempre e, como todos sabemos, estava com o PT aproveitando tudo de bom que o Governo pode dar… até que veio a Lava Jato.” Francisco acusa ainda o PMDB de ter derrubado Dilma Rousseff e indaga: “Do que eles são capazes? Será que só pagar pelo silêncio alheio? Ou será que derrubar avião também está valendo?”

Ainda segundo Franciso, seu pai estaria tão preocupado com a situação que teria consultado informalmente setores das Forças Armadas. A resposta teria sido que as Forças Armadas “iriam sustentar o Supremo até o fim”.

Confira:

O PMDB está no poder desde sempre e, como todos sabemos, estava com o PT aproveitando tudo de bom que o Governo pode dar… até que veio a Lava Jato.

A ordem sempre foi a de parar a Operação (isto está gravado nas palavras dos seus líderes). Todavia, ao que parece, até para isso o PT era incompetente e, ao que tenho notícia, de fato, o PT nunca tentou nada para barrar a Lava Jato (ao menos o pai sempre me disse que nunca tinham tentado nada com ele), o que sempre gerou fortes críticas de membros do PMDB.

O problema é que as investigações começaram a ficar mais e mais perto e os líderes do PMDB viram como única saída, realmente, brecar a Operação a qualquer custo. Para isso, precisava do poder. Derrubaram a Dilma e assumiu o Temer. Do que eles são capazes? Será que só pagar pelo silêncio alheio? Ou será que derrubar avião também está valendo?

O pai sabia de tudo isso. Sabia quanto cada um estava afundado nesse mar de corrupção. Não é por acaso que o pai estava tão afilho com o ano de 2017. Aflito ao ponto de me confidenciar que havia consultado informalmente as Forças Armadas e que tinha obtido a resposta de que iriam sustentar o Supremo até o fim!

Não tem coisa que me embrulha mais o estômago do que lembrar que, no dia do velório do meu pai, diante de tanta dor, ainda tive que cumprimentar os membros daquele que foi apelidado naquele mesmo dia de o “cortejo dos delatados”.

Impeachment já!

Desculpem o desabafo, mas não tenho como não pensar que não mandaram matar o meu pai!

Na manhã de hoje, Francisco publicou um novo texto, em que disse que o post de ontem foi publicado sob forte emoção. Leia abaixo a íntegra do texto publicado hoje.

Caros amigos, ontem escrevi, num momento de grande emoção, um texto que, mais do que qualquer coisa, representa como eu vejo o que se passou. Ainda sou tomado por muitas dúvidas e, em razão dos fatos de ontem, quis compartilhar a minha opinião.

A crise é muito complexa e difícil, por isso penso que só com ponderação, razão, apego à lei e à Constituição (remédios que o meu pai sempre usou) é que podemos superá-las! Precisamos unir o país, não dividi-lo. Força às instituições!


7 comentários

  1. Sergio Silvestre
    quinta-feira, 18 de maio de 2017 – 22:15 hs

    Tem uma frase do Aécio gravada que ele fala em matar delator,isso é muito grave.

  2. João Silva
    sexta-feira, 19 de maio de 2017 – 0:26 hs

    A angústia de uma perda é imensurável…porém isso não qualifica ninguém a fazer uso de seus mortos com fins bizarros…seja Yared aqui no nosso estado, que se elegeu com uma dor, sobre o sangue do filho, seja o filho do ministro…
    Desculpe, mas não faz sentido algum o que ele diz…resta saber o por que ele resolveu dizer…

    Explico… a morte, que foi triste, não mudaria os andamentos dos julgamento, principalmente porque os relatórios não sumiram junto…segundo, um ministro pode e foi substituido… eles votavam em colegiado, ou seja, o voto dele mesmo se incomodasse muita gente, precisaria de aval…outra coisa, se fosse homicídio, haveria interesse em descobrir…não, o filho do ministro até com péssima intenção, ou é um fraco que precisa achar apoio em teorias para aceitar a realidade inerente ao ser humano, que é a morte….
    Vergonhoso dele não saber se resguardar… e daqueles que compactuam com teses que infelizmente não fazem sentido, pois a realidade desmonta…
    Os únicos beneficiários da morte do Teori são os herdeiros…ninguém mais…um grande homem, um ministro que eu particularmente demorei para concordar, mas acabou demonstrando respeito em boa parte do temp a nossa CF…sua memória não deveria ser tratada assim, ainda mais pelo seu próprio filho…

  3. Marcelo
    sexta-feira, 19 de maio de 2017 – 1:14 hs

    Sergio,mas isto na política é normal.
    Quando aquele politico que não entrar no esquema ou ele sai por conta própria ou eles arregaçam o cara.

  4. Juca
    sexta-feira, 19 de maio de 2017 – 5:52 hs

    Nesta o SS Calça Frouxa tem razão. Tudo é possível. Quase certeza que a morte de Teori foi proposital.A prática não é de hoje. Basta saber que Lula e seus comparsas petistas mandaram assassinar Celso Daniel.

  5. CARRASCO
    sexta-feira, 19 de maio de 2017 – 7:46 hs

    Pode ser verdade mesmo. O medo é tanto que o Ministro Faccin
    não anda de carro, avião jamais, veste dois coletes à prova de missil e só de bicicleta ergometrica…

  6. BETO
    sexta-feira, 19 de maio de 2017 – 12:26 hs

    CONCORDO, assim como mandaram matar o Prefeito de Campinas.

  7. BETO
    sexta-feira, 19 de maio de 2017 – 12:28 hs

    Só não apagam o cabeça de tudo nesse pais. O grande chefe. O mentor de tudo, o Ditador louco pelo poder.

    Fuzil nele, garanto que o Brasil vira este jogo maldito.

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