João Santana: 'Coligações eram verdadeiros leilões' | Fábio Campana

João Santana: ‘Coligações eram verdadeiros leilões’

O Globo

No depoimento que prestou ao TSE, o marqueteiro João Santana afirmou que há “verdadeiros leilões” financeiros nas coligações eleitorais, na venda do tempo de TV dos partidos para os candidatos. Ao explicar o que seria o leilão das campanhas no Brasil, Santana disse: “Quando falo leilão, é financeiro, só que, como a moeda na política não é só financeira, essa é mais problemática. São os cargos, um conjunto de interesses”.

O marqueteiro foi questionado sobre se tinha ciência de pagamentos a partidos na coligação de 2014. Ele disse que só soube, depois, inclusive com depoimentos da Lava-Jato, mas que não participou das discussões.

O marqueteiro afirmou também que todas as legendas negociam tempo de TV de “uma maneira muito pragmática”. “Seja por promessas futuras e seja por compromissos financeiros”.

Santana relatou ainda uma reunião no Palácio da Alvorada, com Lula e outras pessoas, quando foi discutido tempo de TV de 2010. Lula estaria “extremamente exasperado” com o PMDB e ameaçando quase não fechar o acordo com o partido de Michel Temer.

“Eles diziam que eles (PMDB) estavam querendo demais. O querer demais não me falou o que era, mas disse: a garganta é enorme, o PMDB está demais. Isso provocou um próprio temor na candidata Dilma. E também eles (cúpula da campanha de Dilma) sabiam que iam se perder ali alguns minutos preciosos (de TV)”.


Um comentário

  1. Rafael de Lala
    quarta-feira, 3 de maio de 2017 – 13:11 hs

    A boa noticia nessa área veio do ministro Gilmar Mendes, do STF e tb. presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Ao receber parlamentares da Comissão de Reforma Política da Câmara Federal, Mendes declarou que – à vista de tantas distorções – se o Congresso não agir, o Supremo acabará proibindo as coligações em pleitos proporcionais.
    À semelhança de sua decisão de vetar doações eleitorais de empresas.
    Um alerta para a “alongada” insensatez de nossa classe politica.

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