Índios são atacados no Maranhão | Fábio Campana

Índios são atacados no Maranhão

da Folha de S. Paulo

Um ataque deixou mais de dez indígenas do povo Gamela feridos no Povoado de Bahias, em Viana, no Maranhão. Um deles teve fratura exposta nas mãos devido a golpes de facão e corre o risco de perdê-las, segundo Inaldo Serejo, 43, vítima e membro da Comissão Pastoral da Terra do Maranhão (CPT-MA).

De acordo com Serejo, a ação ocorreu no domingo (30), por volta das 17h, quando os índios deixavam uma área de 13 hectares retomada por eles no último dia 28. “Avaliamos que não era seguro e começamos a recuar. Ficou apenas um grupo menor, que sofreu o ataque”, disse.

Cinco indígenas, entre eles Serejo, deram entrada no hospital Socorrão 2, em São Luís. Serejo foi ferido na cabeça por um tiro e teve alta. Francisco da Luz, 43, vítima de agressão física, segundo a Secretaria de Saúde do Maranhão, também foi liberado.

De acordo com a secretaria, os três restantes seguem internados e foram transferidos para o hospital Tarquínio Lopes Filho. Aldeli Ribeiro, 37, teve fratura externa nos antebraços e foi atingido por bala no tórax, quebrando uma costela —os primeiros relatos sobre o caso diziam que ele teve as mãos decepadas, o que foi negado pelo governo. Seu irmão, José Ribeiro, 45, teve trauma craniano por agressão física e José Ribamar, 46, sofreu fratura exposta.

Os demais feridos tiveram cortes de facão pelo corpo e foram atendidos em Viana e cidades próximas.

“O grupo estava armado com espingardas e revólveres. Parece que estava tudo já programado para o ataque. A polícia estava lá parece que só esperando uma tragédia. Hoje de manhã o boato na região é de que eles voltariam para invadir uma aldeia que foi construída depois da retomada”, disse Serejo.

O território reivindicado pelo pelo povo Gamela tem um total de 14.500 hectares, de acordo com Serejo, e não foi demarcado pela Funai (Fundação Nacional do Índio). Desde 2014, aguarda-se a constituição de um grupo de trabalho para identificar e demarcar as terras.

O secretário de Direitos Humanos do Maranhão, Francisco Gonçalves, afirmou que “existe, na região, conflito que envolve questões técnicas e territoriais, que está na Justiça”. No ano passado, o governo do Estado solicitou à Funai informações sobre a demarcação.


Um comentário

  1. terça-feira, 2 de maio de 2017 – 8:23 hs

    “Índios? Onde índios? No Brasil? Deveriam contratar algum organismo ou empresa internacional, logicamente supervisionado por entidades nacionais. Para provar que aqui no Brasil meia duzia de aproveitadores que se dizem índios tem mais privilégios do que MILHÕES de brasileiros trabalhadores. Essa história de índios não passa de história para boi dormir. Não existe mais índios no Brasil. A GRANDE muitos deles tem curso superior. Já não são mais índios a muito tempo. Muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito tempo. E mesmo que existissem índios, eles são mais cidadãos do que todo o resto do Brasil? País de merda mesmo. Onde há uma inversão total de valores. Multinacionais disfarçadas de ONGs são quem realmente manda e domina nessas áreas. E esses PSEUDOS índios que não são nada mais nada menos do bandidos. Cobram pedágio para permitir que se atravessem estradas federais. As autoridades brasileiras. Esses políticos que não fazem nada, pelo menos deveriam fazer uma lei mudando essa isso. Aqui no Brasil essa situação virou um crime de Lesa-Pátria. Todo mundo finge que não vê…” – Profº Celso Bonfim

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