As marcas profundas de nossa formação no livro de Rebeca Dias | Fábio Campana

As marcas profundas de nossa formação no livro de Rebeca Dias


Rebeca Dias lançou, ontem, na Livraria da Vila do Shopping Batel, o livro “Cultura Criminal Jurídica durante a Primeira República”. Trabalho consistente que analisa o pensamento criminológico no Brasil durante a primeiro período da República que se encerrou com o advento do Estado Novo de Vargas. Mostra uma das marcas profundas da nossa formação. A adoção do liberalismo como afirmação de direitos e garantias individuais e sua convivência com mecanismos de poder e controle em nome da segurança e defesa da sociedade.

Livro oportuno, seminal, dizem os nossos juristas. O lançamento contou com um pequeno reforço na presença do pai de Rebeca. Discreto o quanto pode, Osmar Dias, candidato a governador do Paraná lá estava e, inevitável, logo assediado pelos políticos nativos que não resistem a praticar um assédio diante do favorito nas pesquisas de opinião. Na foto, Osmar Dias e o deputado Luiz Claudio Romanelli, com a autora, Rebeca Dias.

Voltemos ao livro, que já está à venda. Ele aprofunda o estudo da criminologia positivista que aqui prosperou e que partia da premissa de uma sociedade cindida entre normais e anormais (criminosos). E com seu estatuto de ciência foi absorvida em um país que acabava de deixar a escravidão mas buscava novos discursos para legitimar a desigualdade social

Eram afirmadas as liberdades de alguns ao mesmo tempo que eram criados mecanismos de controle e exclusão para outros, os criminosos, as “classes perigosas”, como se dizia na época. Racismo e liberalismo convivem nós mesmos locais de discurso, pois eram conciliados nas falas da maior parte dos criminalistas estudados


Um comentário

  1. Propheta
    domingo, 7 de maio de 2017 – 14:07 hs

    E o Osmar ainda no PDT, o partido que SE VENDEU AO PT, por uma merreca de 4 milhões?
    E ele vai pedir o voto dos paranaenses HONESTOS em 2018? Ou vai se contentar em pedir o voto dos eleitores da Orcrim do PT?
    Será que ele acha que ninguém percebeu e que vai colar a lorota de que “não importa o partido, mas o candidato”?
    Então tá!!!

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