Aliança entre Forças Armadas e MST | Fábio Campana

Aliança entre Forças Armadas e MST

Enquanto o país se distrai com escândalos de todas as ordens, corre discreto nos bastidores federais o projeto de lei sobre as restrições atuais à compra de terras por capital estrangeiro.

Atualmente, estrangeiros não podem ter mais que 25% de terra de cada município – o que, em tese, impossibilita que ocupem mais que 25% do território nacional.

O ministro da agricultura, Blairo Maggi, é favorável à flexibilização das regras atuais, mas apenas para culturas que exigem investimentos de médio ou longo prazo. O ministro quer manter restrições para as culturas anuais, porque se estrangeiros dedicados a plantios anuais resolverem, por algum motivo, não plantar, seria um caos para a economia. O Incra afirma que hoje estrangeiros possuem 2,8 milhões de hectares de terras no Brasil: portugueses (702 mil hectares), japoneses (362 mil), libaneses (281 mil), italianos (173 mil), espanhóis (106 mil) e alemães (94 mil). Mas os críticos ao governo acham que esse número é muito maior, porque envolve laranjas (não as de plantar e colher, mas aquelas que emprestam nomes brasileiros para capital estrangeiro).

Grupos de militares são contra, porque isso poderia fragilizar a soberania nacional, argumento também defendido por Alexandre Conceição, coordenador nacional do MST. A questão levou o MST a propor uma aliança incomum: “as Forças Armadas e os movimentos sociais para defender o território nacional” e impedir que o Brasil “seja entregue a estrangeiros”.


4 comentários

  1. Humberto Bridi
    sexta-feira, 12 de maio de 2017 – 14:51 hs

    Não parece piada, é uma piada!

    O Exército aliado ao MST na defesa das fronteiras …..

    Alguém já consultou o Exército Brasileiro sobre o assunto?

    Gostaria de saber a opinião do General.

  2. Gnorante
    sexta-feira, 12 de maio de 2017 – 15:56 hs

    Se bobear os vagabundos dos políticos entregam tudo e mais um pouco.

  3. Gnorante
    sexta-feira, 12 de maio de 2017 – 17:16 hs

    Notícia publicada hoje, pelo Valor, de que o Governo Michel Temer se prepara para conceder à iniciativa privada – leia-se, ao capital estrangeiro uma imensa área da Amazônia rica em ouro onde a mineração está proibida há mais de 30 anos.

    Será que algum Estado estrangeiro, fora os africanos tem essa volúpia de entrega das suas riquezas ?

    Esse tema é de Estado, não é de governo !

  4. Benjamin Button
    sexta-feira, 12 de maio de 2017 – 19:33 hs

    Quanta ignorância gente, as reflorestadoras e indústrias de papel são em sua maioria estrangeiras, estas precisam de grandes áreas de terras para plantarem as árvores de que precisam. Estas são as mais interessadas em comprar áreas de terra. A lei pode limitar o tamanho das áreas, impedi-las por exemplo de se localizarem perto de fronteiras, de que a posse de terras em nomes de laranjas sejam motivo de reforma agrária. Gente precisamos modernizar este país, chega de tanta ingerência do Estado em nossas vidas, parece que o Estado precisa decidir tudo por nós, chega deste estado de coisas. Informar-se também é educar-se.

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