A JBS e os governadores | Fábio Campana

A JBS e os governadores

O acordo de delação firmado com o Ministério Público Federal pela cúpula da JBS também revelou dinheiro a governadores e ex-governadores. Mesmo os pagamentos oficiais tinham caráter de propina (segundo os delatores) por serem feitos para facilitar negociações futuras, como licitações e/ou benefícios fiscais e tributários.

Veja a lista:

Silval Barbosa (PMDB), ex-governador do Mato Grosso, R$ 10 milhões anuais, entre 2012 e 2014;

Cid Gomes (PDT), ex-governador do Ceará e ex-ministro da Educação, R$ 5 milhões em 2010 e R$ 20 milhões em 2014;

Reinaldo Azambuja (PSDB), Zeca do PT (PT) e André Puccinelli (PMDB), governador e ex-governadores do Mato Grosso do Sul, R$ 150 milhões, entre 2007 e 2016. Zeca estabeleceu taxa de 20% sobre qualquer benefício fiscal em 2003.

Fernando Pimentel (PT), governador de Minas Gerais, R$ 3,6 milhões, o recebimento se deu enquanto ele era ministro do Desenvolvimento, no governo Dilma Rousseff e não no exercício do governo mineiro, era um “mensalinho” de 300 000 reais.

Raimundo Colombo (PSD), governador de Santa Catarina, R$ 10 milhões.

Sérgio Cabral (PMDB), ex-governador do Rio de Janeiro, R$ 20 milhões em 2014.

Robinson Faria (PSD), governador do Rio Grande do Norte, e seu filho, o deputado Fabio Faria (PSD), R$ 5 milhões em 2014.

Beto Richa (PSDB), governador do Paraná, R$ 1 milhão.

Paulo Câmara (PSB), governador de Pernambuco, R$ 1 milhão. A JBS mantinha um acordo de contribuição na campanha de 2014, acertado ainda com o ex-governador Eduardo Campos, morto em agosto daquele ano. Era uma forma de “homenagear” Campos. Ao todo, o PSB teria 14,6 milhões de reais repassados pelo frigorífico.
Rondônia, a JBS manteve um esquema de pagamentos ilegais a fiscais da Receita.


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