Rossoni a Requião: "Quem afastou seu irmão do Tribunal de Contas foi o STF" | Fábio Campana

Rossoni a Requião: “Quem afastou seu irmão do Tribunal de Contas foi o STF”


O chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, rebateu neste domingo (23), durante transmissão ao vivo pelo facebook, as acusações do senador Roberto Requião de que ele e o governador Beto Richa seriam os responsáveis pelo afastamento, em 2009, do seu irmão, Maurício Requião, do cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná.

“O senhor falta com a verdade. Não fomos nós que tiramos seu irmão. Foi uma decisão do Supremo Tribunal Federal por um motivo: era nepotismo!”, disse.

Rossoni se referiu às decisões do STF de 4 de março de 2009 que determinou que Maurício Requião fosse retirado do cargo do Tribunal de Contas do Paraná e de 4 de julho de 2011 que manteve a escolha do conselheiro Ivan Bonilha que assumiu a vaga. E em outubro de 2015 o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) manteve o afastamento de Maurício Requião de Mello e Silva do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR).

Rossoni explicou que, após a decisão do STF, o cargo ficou vago e cabia a ele, como presidente a Assembleia Legislativa na época, marcar nova eleição. “Como governador na época, você deveria dar o exemplo e não querer seu irmão como conselheiro do Tribunal de Contas. A decisão do STF é clara: você usou a força política do cargo para beneficiar o irmão”, afirmou o chefe da Casa Civil.

Laranja – Valdir Rossoni também rebateu a acusação de que a suposta interferência teria ocorrido porque o irmão do senador “é uma pessoa séria” e iria investigar corrupção na atual administração.

Rossoni citou o caso da compra de 22 mil tvs laranjas durante a gestão de Maurício Requião como secretário Estadual da Educação. Cada aparelho custou ao Estado perto de mil reais no atacado. Na época, Rossoni comprou um aparelho igual no comércio por R$ 739,00. “Fiz isso para mostrar que havia superfaturamento. Até hoje não houve explicação do senador para isso”, explicou.

Rossoni também lembrou os escândalos nos Porto de Paranaguá e Antonina durante a administração de Eduardo Requião, também irmão do senador. “Tiramos o porto das páginas policiais e colocamos como destaque nos cadernos de economia de todo país”, finalizou.


3 comentários

  1. segunda-feira, 24 de abril de 2017 – 18:37 hs

    KKKKKK Esse tal de Rossoni não é o mesmo que esta cobrando seriedade do outro pilantra o Aécio mas que se fazerem uma investigação sobre ele de um dia vai para a cadeia e apodrece lá. Só perguntei para saber se é o mesmo ou é outro Rossoni.

  2. terça-feira, 25 de abril de 2017 – 4:34 hs

    Viu Requiao foi mexer com quem tá quieto, levou …kkk

  3. Arthur
    terça-feira, 25 de abril de 2017 – 8:53 hs

    Sobre o Aécio no site do deputado Valdir Rossoni:

    “PT banalizou a corrupção e acabou com a política”, diz Rossoni
    O chefe da Casa Civil do Governo do Paraná, Valdir Rossoni, criticou neste domingo (16), durante transmissão ao vivo pela internet, a banalização da corrupção no país e disse que os escândalos ocorridos durante as administrações do PT acabaram com a política no país.
    “Hoje, o vereador da pequena cidade, o deputado estadual ou federal estão todos na lama, na lata do lixo, de forma indiscriminada”, defendeu.
    Rossoni também falou sobre as denúncias contra o senador Aécio Neves. “

    Banalizou a corrupção. Eu quero dizer aqui uma coisa para vocês. Por exemplo, eu estou decepcionado. Por exemplo, a questão do Aécio. Eu quero ver a explicação dele. Porque hoje estava nos jornais, de que o Aécio tem contas no exterior, que foi depositado dinheiro na conta do exterior. Se isso for verdade, o Aécio perdeu o companheiro. Eu sou amigo dele, mas se for verdade que tem dinheiro lá no exterior, e eles provarem que a conta está lá, porque agora o seguinte: agora chegou om momento das provas. Se isso ocorrer, eu não posso negar a minha amizade com o Aécio. Eu postei aqui imagens minha junto com ele. Então, eu não posso negar esta amizade. Como eu também não achei ruim, me desculpem, não quero fazer a defesa aqui do Requião – eu sou um crítico do Requião, eu acho que ele inventa demais. Mas quanto ele ter ido visitar o José Dirceu, eu não vejo mal nenhum. Não quer dizer, você ir visitar um cidadão como o Zé Dirceu que está preso por corrupção, que você esteja participando da corrupção. Então, eu quero dizer aqui também, eu trato as cosias iguais. A questão do Aécio Neves que foi o nosso candidato a presidente da República, e muitos de nós votamos nele, eu vou esperar agora. Se a Odebrecht mostrar as contas lá no exterior do Aécio, o dinheiro roubado depositado lá, ele perdeu o amigo. Até se ele continuar presidente do PSDB, ou ele sai da presidência do PSDB ou eu saio do PSDB, porque eu não vou admitir. Agora, eu não quero antes de ver as provas. Porque, pelo o que eu percebo, o jeito que aquele cidadão, o pai do Marcelo Odebrecht, falou na televisão

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