Macron e Le Pen no 2º turno na França | Fábio Campana

Macron e Le Pen no
2º turno na França

Os resultados das eleições francesas deste domingo colocaram o Emmanuel Macron, centrista independente, e Marine Le Pen, da direita nacionalista, no segundo turno que será disputado em 7 de maio.

Em comício após a divulgação dos resultados, Macron pediu a seus apoiadores que tenham esperança na Europa e que se esforcem para garantir a unidade nacional. “Nós mudamos a cara da vida política francesa”, disse.

Le Pen disse que sua qualificação para o segundo turno é um “resultado histórico” que representa o “orgulho francês”. “Chegou a hora de livrar a nação francesa das elites arrogantes que querem ditar como devemos nos comportar”, declarou.

A vitória de Macron e Le Pen é um golpe aos tradicionais Partido Socialista, atualmente no governo, e Republicanos (centro-direita), do ex-presidente Nicolas Sarkozy. Rejeitados nas urnas, eles agora abrem espaço para testar outras forças políticas.

Com 84% das urnas apuradas, Macron aparece com 23,35% dos votos, enquanto Le Pen tem 22,47%. É esperado que a vantagem do centrista se amplie, pois termina-se de contar mais tarde os votos dos grandes centros urbanos. As pesquisas de boca de urna indicavam que Macron receberia 23,9% dos votos e Le Pen teria 21,7%.

Pela contagem oficial, o candidato da centro-direita François Fillon aparece com 19,77% dos votos, seguido pelo nome da extrema esquerda Jean-Luc Mélenchon com 19,16%. Ambos reconheceram a derrota e, enquanto Fillon convocou seus eleitores a votar em Macron, Mélenchon disse que consultaria seus apoiadores antes de declarar apoio a outro candidato. O socialista Benoît Hamon, que teve 6,13% dos votos, também disse apoiar Macron.

O resultado encerra um período de grande incerteza política no país –e abre uma segunda etapa, marcada pela discussão da própria identidade francesa.

O cenário da disputa entre Macron e Le Pen no segundo turno, já testado em pesquisas de opinião nos últimos meses, será provavelmente vencido pelo candidato centrista, ex-ministro da Economia —nunca antes eleito a um cargo público. Ele receberá 62% dos votos contra 38%, afirma o instituto Ipsos.


7 comentários

  1. eleitor desmemoriado.
    domingo, 23 de abril de 2017 – 21:01 hs

    O socialismo tradicional à la Hollande se tornou anacrônico, foi superado pelo tempo e pelos fatos, porém não morreu, insiste em sobreviver nas evoluídas Espanha, Portugal e Grécia, a terra dos aposentados precocemente. Será que a derrota do Hollande vai abrir a cabeça dos seus vizinhos alemães, lá eles vivem uma mistura da demagogia da Merkel com um socialismo de faz de conta, em união com uns Verdes, também muito demagogos. Será que a Europa sai da pasmaceira em que se encontra? Duvido muito.

  2. segunda-feira, 24 de abril de 2017 – 9:15 hs

    ELE VAI GANHAR…
    Incrível como o rosto da pessoa, demonstra certa dose de sucesso. Vejo ele com ar sereno, confiante, olhando para o futuro e já se preparando para comandar uma das grandes nações do mundo.
    Enquanto ela, mostra tristeza, certa dose choro e olhar perdido.
    Bem, mais vamos cuidar dos nossos interesses por aqui, porque praticamente, já estamos entrando na famosa contagem regressiva para as eleições de 2018…

  3. segunda-feira, 24 de abril de 2017 – 9:15 hs

    ELE VAI GANHAR…
    Incrível como o rosto da pessoa, demonstra certa dose de sucesso. Vejo ele com ar sereno, confiante, olhando para o futuro e já se preparando para comandar uma das grandes nações do mundo.
    Enquanto ela, mostra tristeza, certa dose choro e olhar perdido.
    Bem, mais vamos cuidar dos nossos interesses por aqui, porque praticamente, já estamos entrando na famosa contagem regressiva para as eleições de 2018…

  4. Petista
    segunda-feira, 24 de abril de 2017 – 9:31 hs

    Excelente, pois Macron (socialista independente) deve derrotar Le Pen com facilidade!!

  5. Doutor Prolegômeno
    segunda-feira, 24 de abril de 2017 – 10:31 hs

    A candidata dos xenófobos e o candidato dos banqueiros e do banco central europeu. A Europa segue sendo a sede dos piores males do mundo há mais de mil anos. Lá foram inventados todos os “ismos” malditos e sanguinários da humanidade. Lá houve mais guerras e mais matança, do que em qualquer outro lugar do planeta. Só podia dar isso.

  6. thiago
    segunda-feira, 24 de abril de 2017 – 11:11 hs

    Viva Le Pen !

  7. Maquiavel
    segunda-feira, 24 de abril de 2017 – 12:39 hs

    Pesquisas davam como certa a vitoria da Hilary…

    Agora apostam no Mácron…

    Veremos.

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