Jobim: Se Temer não der resultado, país terá 'disputa populista' | Fábio Campana

Jobim: Se Temer não der resultado, país terá ‘disputa populista’

Se o governo do presidente Michel Temer não apresentar resultados, o país corre o risco de cair em uma onda populista, segundo o ex-ministro da Defesa e da Justiça Nelson Jobim. “Se não tivermos resultado com o governo Temer, e deveremos ter, evidentemente vamos jogar em uma disputa populista de radicalizações em 2018, porque não haverá base de discurso para uma sucessão”, disse Jobim em evento em São Paulo nesta segunda-feira (24). As informações são da Folha de S. Paulo.

Questionado se as atuais pesquisas eleitorais já demonstram uma onda de populismo, Jobim afirmou que, no caso do deputado Jair Bolsonaro, sim.

“O Lula já tem uma história anterior, já demonstrou que não é isso. Lula tem uma dimensão eleitoral. Bolsonaro poderá crescer, mas creio que não vá desenvolver muito. Mas se não tivermos nada de resultado até 2018 do governo Temer, nós poderemos ter problemas de populismo.”

Por “resultado” do governo Temer, Jobim se refere a melhora na economia e aprovação de reformas.

Ele negou ter sido colocado como um dos emissários de um possível acordo que reuniria os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, Lula e o presidente Temer.

Em novembro do ano passado, quando a Lava Jato mostrou poder para atingir novos setores políticos e econômicos, emissários começaram a costurar um acordo entre os presidentes.

O objetivo era que os três liderassem um pacto para a classe política, fragilizada pelo avanço das investigações.

“Eu não sei de onde tiraram isso. Eu estava viajando para os Estados Unidos quando se falou sobre isso. Não tem esse diálogo”, disse.

Jobim ressalvou, porém, que considera importante ter um diálogo, não necessariamente entre este três nomes, mas “entre a classe política”, para que seja mantida uma “disputa eleitoral razoável”.

Nelson Jobim minimizou a importância da Lava Jato na costura deste eventual acordo político.

“Os atingidos, os que estão citados naquelas listas, são 14% do Congresso, as lideranças”, afirma.

Na previsão do ex-ministro, vai haver substituições de lideranças. “Isso é normal. O catastrofismo não vai ajudar em nada.”


4 comentários

  1. Diego
    terça-feira, 25 de abril de 2017 – 8:18 hs

    Ou seja, tudo que está fora do estamento político é populista. Ele próprio admitiu que o Lula era populista, quando estava fora do estamento político. Agora que o molusco faz parte do time, populista é o Bolsonaro. A conclusão é maravilhosa: o risco é do populismo ganhar e do estamento político perder.

  2. CARRASCO
    terça-feira, 25 de abril de 2017 – 9:25 hs

    Nenhuma novidade. Já estamos enrolados até o pescoço com o
    desando de tudo que temos. A Dilma deixou o seu braço direito Te-
    mer para terminar com a lambança. Se não tivermos sucessão pre-
    sidencial viável, qualquer um poderá tornar viável desde que esteja
    respirando.

  3. Doutor Prolegômeno
    terça-feira, 25 de abril de 2017 – 11:36 hs

    O Brasil tem caveira de burro enterrada no quintal. Jamais sairá da pasmaceira e do domínio da imbecilidade e da estultícia. Sem reformar o Estado, todos os poderes e as instituições parasitas e saprófitas do Estado, o país não vai a lugar algum. Sustentar as aposentadorias de todos os poderes e acessórios é impraticável para a sobrevivência do Brasil e vai levar a federação à falência. O Estado: eis o verdadeiro inimigo.

  4. Igor
    terça-feira, 25 de abril de 2017 – 14:48 hs

    Essa “acobertador” socialista tem moral a esta altura do flagelo brasileiro para falar alguma coisa ? Este senhor (Jobim) é um dos maiores mantenedores da “nova” e corrompida república !!

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