A greve fez ensaio geral, mas não parou o País | Fábio Campana

A greve fez ensaio geral,
mas não parou o País

A greve geral de hoje não foi geral, nem foi tão extensa quanto imaginavam seus organizadores. Mas foi suficiente para criar transtornos na vida de todas as capitais brasileiras e algumas das grandes cidades do interior. Pode ser considerado um ensaio, com deficiências de condução política, para novos protestos. As causas são mobilizadoras. A maioria absoluta da população é contra as reformas e contra os governos.

O movimento conseguiu chamar a atenção da maioria, principalmente porque o transporte coletivo deixou de funcionar. Além da adesão de motoristas e cobradores, a militância organizada queimou pneus, interrompeu o trânsito e chegou a usar violência para segurar os que queriam seguir para o trabalho.

Em Curitiba, cerca de 10 mil trabalhadores de diversas categorias, com destaque para professores das redes públicas, saíram em passeata até o Centro Cívico onde protestaram não só contra as reformas trabalhista e da previdência, mas contra o governo do Estado e do município, na pauta reivindicatória particular dos professores. Não paralisou o governo estadual nem a Prefeitura. Prejudicou serviços públicos essenciais, especialmente os da saúde, o que penaliza a população mais humilde e que mais necessita.

O protesto também se fez em outros pontos da cidade. O Judiciário não funcionou. Ganharam conotações político-eleitorais bem pontuais. Houve concentração defronte à sede da FIEP serviu de plateia para discursos contra o presidente da entidade, Edson Campagnolo, e contra os empresários. O alvo foram os patos amarelos que simbolizam a posição do empresariado, que não quer pagar o pato da crise. Um ato de encerramento foi deito na Praça Tiradentes.

Em todo o Paraná, trabalhadores de diversas categorias pararam e foram à luta. Em algumas cidades, como Foz do Iguaçu, as manifestações ganharam relevância. No balanço final, pode-se dizer que os protestos foram ouvidos, nem toda a população aderiu, especialmente pela conotação que o PT deu ao movimento como se fosse conduzido por ele.


2 comentários

  1. Parreiras Rodrigues
    sexta-feira, 28 de abril de 2017 – 22:55 hs

    Transporte público normal e a greve se limitaria às sedes dos sindicatos..

  2. JOHAN
    sábado, 29 de abril de 2017 – 11:50 hs

    Caro FÁBIO, pela condução da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA PETISTA, essa manifestação dos gatos pingados contra não se sabe o que, contudo a festa foi realizada, pois não foram cumprir suas obrigações com o empregador – ESTADO, os professores da rede pública e os funcionários públicos com um dia a mais de folga, para fazerem o feriadão prolongado, apenas incomodaram a maioria significativa de parcela da sociedade que trabalha para gerar renda para sustentação desses gafanhotos. Somando todos esses baderneiros, sindicalistas, viúvas do MENTIROSO LULLA, mal alcança 2,0 MM de mobilizados, que representa 0,01% da população Essa insignificância somente faz barulho, bate bumbo. A maioria da trupe está chegando agora das férias na Europa e USA, onde foram visitar parentes que cursam melhores estudos e escolas com bolsas de estudos patrocinadas pela UNIÃO. Atenciosamente.

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