"Se eu morrer será por culpa do Estado", diz agente | Fábio Campana

“Se eu morrer será por culpa do Estado”, diz agente

A agente penitenciária que está sendo mantida refém há cerca de 15 horas por detentas da Penitenciária Feminina de Piraquara (PFP), na região metropolitana de Curitiba, gravou um áudio em que pede que o Estado tome medidas urgentes. Para ela, se a rebelião que começou na noite desta quinta-feira (9) terminar em morte e tragédia, a culpa será do Governo do Paraná. “A direção até agora, o Depen, não está movendo uma palha pela minha vida, então eu digo que se acontecer algo com a minha vida aqui dentro da Penitenciária Feminina do Paraná foi puramente descaso do Departamento Penitenciário do Paraná que não estão fazendo nada para me tirar daqui. Estão fazendo pouco caso da minha vida aqui dentro e eu pergunto o por que?”, desabafa a agente penitenciária. As informações são da Banda B.

A Secretaria Pública do Paraná (SESP-PR) se manifestou há pouco sobre a rebelião:

“O Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) informa que retomou as negociações com as presas da Penitenciária Feminina de Piraquara após um incidente dentro da unidade – quando foi detonado um artefato. O Diretor do Depen, Luiz Alberto Cartaxo de Moura, assim como o juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), estão se deslocando até a unidade prisional para ouvir as reivindicações das presas.

Desde o fim da tarde de quinta-feira (9) uma agente penitenciária é feita refém. Até o momento não há informações sobre feridos. Por questão de segurança, algumas detentas que estavam isoladas (seguro) foram transferidas.

Policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), unidade de elite da Polícia Militar, estão à frente da negociação com as presas. A Direção da unidade prisional e o SOE (Seção de Operações Especiais) acompanham as negociações.

Por motivo de segurança dos familiares, as visitas foram suspensas no Complexo Penitenciário de Piraquara até que seja restabelecida a normalidade.

A Penitenciária Feminina de Piraquara tem capacidade para 370 detentas e abriga atualmente 440″


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