Greca prepara ataque ao bolso do servidor | Fábio Campana

Greca prepara ataque ao bolso do servidor


Cícero Cattani

A maldade orquestrada pelo Rafael Greca e que atingirá em cheio o bolso do funcionalismo municipal está andando a passos céleres. A má notícia está na coluna do jornalista Celso Nascimento: suspensão de reajuste de salários e aumento das contribuição para IPMC, entre outras.

Leia com atenção e acompanhe o desenrolar do passa a passo das maldades anunciadas por Nascimento:

“O Paraná se ergue diante das dificuldades, graças aos ajustes feitos pelo governador Richa. Logo, Curitiba também se erguerá, trilhando o mesmo caminho”. As palavras são do prefeito Rafael Greca (PMN), transcritas pela Agência Estadual de Notícias. Elas consolidam as informações já conhecidas, mas ainda extraoficiais, de que o “pacotaço municipal” ao estilo Richa a ser enviado à Câmara de Vereadores conterá medidas como:

• Suspensão do reajuste do funcionalismo que vigoraria a partir de abril;

• Revogação de uma lei de autoria do então prefeito Beto Richa, de 2008, que prevê repasses extras crescentes para o Instituto de Previdência do Município de Curitiba (IPMC). Estes repasses, que no inicio representavam 0,2% das receitas municipais consumiram 4% em 2016;

• Aumento progressivo da alíquota de contribuição dos servidores dos atuais 11% para até 14%;

• Criação de um fundo de pensão paralelo para o qual contribuirão os funcionários que quiserem receber aposentadorias superiores ao teto do INSS;

• Possível confisco de R$ 500 milhões dos cofres do IPMC que teriam sido indevidamente pagos à instituição;

• Aumento da taxa de coleta de lixo.

A justificativa de Greca é tapar o suposto rombo deixado pelo antecessor Gustavo Fruet (PDT), de R$ 1,2 bilhão. O prefeito não explica a composição desta dívida nem os prazos que tem para honrá-las. Fruet, embora não negue a existência de passivos, contesta: a situação que deixou é idêntica à que encontrou quando assumiu a prefeitura no lugar de Luciano Ducci (PSB).

Tais medidas revoltam os servidores, que se preparam para greves e manifestações ruidosas para pressionar os vereadores para que não as aprovem. O presidente da Câmara, vereador Serginho do Posto (PSDB), já mostrou alguma sensibilidade: prometeu não colocar o pacote em regime de urgência – quer dar tempo e serenidade ao debate, sem atropelos.

Mas a exemplo do que fizeram os deputados em 2015 com o pacotaço de Richa, não há dúvidas de que o de Greca será também aprovado pelos vereadores, com uma emenda aqui outra acolá. Afinal, dos 38 vereadores, pelo menos 24 estão comprometidos em obedecer a orientação do prefeito. O objetivo é não deixar a situação desandar, e evitar que se repita a tragédia do confronto de 29 de abril de 2015 entre servidores e tropas policiais no Centro Cívico.

De uma coisa já não há mais dúvida: é fina a sintonia entre Greca e Richa. A frase é do governador: “A cada dia fortalecemos mais ainda a nossa relação com a prefeitura”.


11 comentários

  1. JÁ ERA...
    quinta-feira, 23 de março de 2017 – 10:26 hs

    O time do Temer aumenta com a chegada do Greca. Governo que
    se preze precisa acabar com o povão. Este é o lema de todos os
    governantes. É uma pena…

  2. COMANDO
    quinta-feira, 23 de março de 2017 – 10:48 hs

    A minha pergunta é: como esse moço se elegeu?

  3. Matuto Caolho
    quinta-feira, 23 de março de 2017 – 11:42 hs

    Poizé Véio Vardomiro, a vida de prefeito num é só farol do saber, petit pavê, fontezinhas…

  4. Bad
    quinta-feira, 23 de março de 2017 – 14:03 hs

    Pois é! Os servidores é que vão pagar o pato! Se quer economizar somas vultosas que tal cortar todos os cargos de comissão e políticos?? Aí sim cortando salários de 15, 13 ou 20 mil reais sobrará dinheiro em caixa!!

  5. Sou sem noção
    quinta-feira, 23 de março de 2017 – 18:38 hs

    deu tilt na cabeça do homem?

    começou arregaçando de tudo quanto é lado.

    pirou de vez o gordatcho.

    e só no do povão.

  6. Luiz E K hunzicker
    quinta-feira, 23 de março de 2017 – 19:13 hs

    Enquanto não houver manifestações com bandeirinhas e plaquinhas nada emplaca. As manifestações tem que ter doses de violência para ter valor, tem que prejudicar o povão, a exemplo das greves de motoristas de ônibus que todo ano, sem pular nenhum, conseguem seus aumentos. O servidor público tem que montar uma estratégia que as paralisações prejudiquem a população, caso contrário serão engolidos por qualquer gordo, magro, gay, lésbica que esteja no cargo de prefeito ou vereadores.

  7. Luiz Eduardo
    quinta-feira, 23 de março de 2017 – 19:54 hs

    Correção: Enquanto HOUVER manifestações ………………………….

  8. TROLL
    sexta-feira, 24 de março de 2017 – 11:06 hs

    Ui ui ui … acabaram as purpurinas e os paetês ! Vamos às maldades….

  9. Sandor Mendes
    sexta-feira, 24 de março de 2017 – 11:07 hs

    Por que o prefeito não trata os empresários de Curitiba que querem gerar emprego e renda como parceiros? Por que não trata todos como as empresas que nem existem ainda e já tem facilidades pra se instalarem no “Vale do Pinhão”? Segundo funcionários da própria prefeitura cerca de 500 consultas comerciais dão entradas diariamente no Urbanismo e está tudo acumulado. Isso quer dizer que 500 empresários estão dispostos a empresariar, a investir, mas fica travado por BURROCRACIA GRECARIANA!

  10. eleitor desmemoriado
    sexta-feira, 24 de março de 2017 – 18:29 hs

    Apoiado Greca, ou começa a fazer a lição de casa agora ou a prefeitura vai parar no buraco amanhã. Discordo do reajuste de 11% para 14% nas contribuições dos funcionários, mas faz bem ao propor o tal Fundo de Pensão, quem quiser ganhar acima do teto do INSS que pague por isto. O palerma do ex-prefeito reajustou os salários dos servidores municipais bem acima da inflação, então este povo não tem do que reclamar.

  11. Motoqueiro Infernal 666
    quinta-feira, 8 de junho de 2017 – 16:44 hs

    reajustou? Não… ele mudou a composição dos créditos… com isso o pessoal do magistério foi lá pra cima, estão ricos… agora nós pobres mortais, continuamos ganhando a mesma coisa de quatro anos atras e a inflação vai comendo, só quem está no barco sabe…

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