CNBB contra a reforma da Previdência | Fábio Campana

CNBB contra a reforma da Previdência

A proposta de reforma da Previdência de Michel Temer e Henrique Meirelles, que deixa milhões de brasileiros sem aposentadoria e sem nenhum tipo de proteção social, acaba de receber um opositor de peso. Em nota, a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se declarou contrária à reforma que, além da idade mínima de 65 anos, exige 49 anos de contribuição para o benefício integral, num país que, ontem, decidiu matar a CLT e precarizar de vez as relações de trabalho.

Na nota, os bispos lembram que a previdência “não é uma concessão governamental ou um privilégio”, mas sim um direito assegurado na Constituição de 1988; no documento, o cardeal Sergio da Rocha, o arcebispo Murilo Krieger e o bispo Leonardo Steiner convocam os “cristãos e pessoas de boa vontade” a se mobilizarem; “Deus nos abençoe”, diz ainda o documento; no último dia 15, mais de 1 milhão de brasileiros foram às ruas contra o fim das aposentadorias.


11 comentários

  1. zani
    quinta-feira, 23 de março de 2017 – 22:29 hs

    Deixa os brasileiros sem aposentadoria???
    Ora, isso não é verdade, o que não pode é continuar essa diferença absurda entre os servidores e agentes publicos dos aposentados do INSS

  2. FUI !!!
    sexta-feira, 24 de março de 2017 – 6:51 hs

    O que o Temer e a sua turma está tentando transformar a Previ-
    dencia é em “auxílio funeral”. Antes de mais nada este governo mal-
    dito precisa devolver o dinheiro da Previdencia que assaltaram e an-
    tes de mais nada cobrar de instituições como o Banco do Brasil,
    Caixa… a dívida que tem com a Previdencia. O povo é o último a pa-
    gar o pato pela roubalheira.

  3. Irineu Berestinas
    sexta-feira, 24 de março de 2017 – 8:46 hs

    Campana, se optar pela publicação, por gentileza, substitua o texto acima pelo que encaminha agora, problema indevido de vírgula e de algumas pequenas alterações.

    Pelo visto, é absolutamente necessário, depois de tomar a benção, explicar aos nossos bispos, com calma e paciência, que o setor publico brasileiro é responsável por 1/3 da concentração renda do País, como já demonstrado sabiamente pelo articulista José Pio Martins (texto publicado recentemente em jornal paranaense), em razão dos privilégios que concede a alguns setores.
    Os Senhores Bispos, ciosos com a justiça e com a felicidade do nosso povo, deveriam saber que o nosso RGPS, de REPARTIÇÃO SIMPLES, está vazando água por todos os lados (é so conferirem os déficits sucessivos e permanente), Quando foi criado esse sistema pelo então presidente Getúlio Vargas, havia 15 trabalhadores na ativa para responder por cada aposentadoria. Hoje, essa relação, está próxima de 1/1. Se a reforma não for concluída quem vai pagar a conta são os contribuintes, as gerações futuras e os desempregados, cujo número será acrescido certamente, em face das desconfianças que serão geradas na economia em recuperação, e as gerações futuras, porque, porque quem adquiriu o direito é intocável, no entanto quem ainda não adquiriu tem que responder pelos déficits. Elementar, elementar, meu caro Watson! Parece que os nossos prelados estão meio que atordoados pelo que aconteceu no País nos últimos anos de governança petista e ainda não se recompuseram, à altura das exigências do momento, de extrema gravidade. Só os pregoeiros do caos e os ingênuos anotam tal postura!

  4. Parreiras Rodrigues
    sexta-feira, 24 de março de 2017 – 9:14 hs

    A CNBB deveria se preocupar com a nossa perda de católicos para outras “religiões $$$$”. Rever o conceito do celibato entre os padres – para acabar com a pedofilia, e inclusive pensar na ordenação de mulheres – porque a discriminação?
    Ela demonstra aversão a transformações, não acompanha a evolução dos costumes e, não está nem ai para a recomendação do nosso Francisco para acabar com o fausto, o aparato que a caracteriza. Bispos e cardeais morando em palácios, ora bolas, numa Igreja inspirada por um cara que nasceu num estábulo? E se vestindo com paramentos enriquecidos por detalhes em ouro, numa Igreja inspirada por um cara que calçava sandálias e se cobria com simples mantas?

  5. PEDROCA DO SUDOESTE
    sexta-feira, 24 de março de 2017 – 9:30 hs

    A CNBB até tem que opinar, tem que ter algum posicionamento. Agora, por quê não falam para a sociedade que a IGREJA tanto católica, quanto as demais, não pagam um amontoado de impostos, são isentos de quase tudo. Já tem benesses do Estado.

  6. Aguirre
    sexta-feira, 24 de março de 2017 – 15:35 hs

    Sugiro ao cardeal Sergio da Rocha, ao arcebispo Murilo Krieger e ao bispo Leonardo Steiner mudarem a frase de convocação os “cristãos e pessoas de boa vontade”, para “os cristãos ou pessoas de boa vontade” para arregimentar, pelo menos mais cristãos, pois a oferta de pessoas de boa vontade está um pouco restrita no momento.

  7. José Maria de Carvalho
    sexta-feira, 24 de março de 2017 – 16:11 hs

    CNBB de que lado está? contra a corrupção não convoca ninguém, sem reforma não tem aposentadoria.

  8. Doutor Prolegômeno
    sexta-feira, 24 de março de 2017 – 16:44 hs

    A igreja deveria vender todos os seus bens no Brasil e doá-los à previdência social para custear as aposentadorias e pensões dos seus fieis.

  9. Rogerio
    sexta-feira, 24 de março de 2017 – 18:15 hs

    Gostaria de saber, alguém conhece alguma pessoa que trabalhou 35 anos sem ficar sequer um período desempregado ou que não recolheu a previdência, pois é, com esse modelo que o governo quer impor goela abaixo dos trabalhadores, pouquíssimas pessoas conseguiram se aposentar, acho salutar a Igreja defender o povo mais fraco e oprimido.

  10. eleitor desmemoriado
    sexta-feira, 24 de março de 2017 – 18:22 hs

    Os nossos Bispos Bolivarianos só poderiam se posicionar desta forma mas, caso esta proposta de reforma da Previdência tivesse vindo do 51 ou da infeliz o texto seria outro. De total apoio. Não sou anticlerical, ateu ou afim, sou católico mas não sou carólico , muito menos baba ovo. A verdade nunca dói e, se dói não e´verdade. Os nossos Bispos Bolivarianos adorariam que vivêssemos em país sem miséria e eu também, mas é o que temos para o momento. E qual é a alternativa que os nosso Bispos Bolivarianos oferecem à proposta de reforma da Previdência Social, será tem alguma ? Falar é muito fácil, difícil mesmo é fazer.

  11. EDILSON HUGO RANCIARO
    sexta-feira, 24 de março de 2017 – 20:19 hs

    A CNBB é como a Máfia. Quer controlar tudo. Seus integrantes deveriam é trabalhar, pois vivem no nababo, exigindo dízimo, para manterem seus imóveis, rádios, televisão, casas na praia, esconder a pedofilia, os casos entre outros. É a classe que não trabalha, não paga imposto e quer interferir na política.

    Senhores bispos, deveriam se envergonhar de serem verdadeiros dilapidadores do povo brasileiro. São piores que os políticos que estão na Lava Jato.

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