MBL e Vem Pra Rua convocam manifestações a favor da Lava Jato | Fábio Campana

MBL e Vem Pra Rua convocam manifestações a favor da Lava Jato

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Os grupos MBL (Movimento Brasil Livre) e Vem Pra Rua, dois dos principais organizadores das manifestações que pediram o impeachment de Dilma Rousseff (PT) em 2016, anunciaram nesta segunda-feira (13) a convocação de novas manifestações para o dia 26 de março.

Nas redes sociais, o MBL listou as pautas do protesto, o primeiro chamado pelo movimento em 2017: “bom andamento” da Lava Jato, fim do foro privilegiado, fim do estatuto do desarmamento e pelas reformas trabalhista e da Previdência. As informações são da Folha de S. Paulo.

Segundo o coordenador do MBL e colunista da Folha Kim Kataguiri, a defesa da operação é o mote do ato. “Talvez a diminuída da temperatura das ruas tenha passado a impressão para o Congresso de que o povo não está mais atento ao andamento da Lava Jato”, diz.

Segundo ele, a ideia de convocar manifestação veio a partir de declarações como a do senador Edison Lobão (PMDB-MA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Casa, que disse ao “Estado de S.Paulo” ser constitucional a anistia ao caixa dois.

A manifestação está sendo convocada em parcerias com outros grupos, como o Nas Ruas e Movimento Liberal Acorda Brasil.

Outro movimento da linha de frente dos protestos anti-Dilma, o Vem Pra Rua marcou ato independente, também para o dia 26 de março.

“Apesar de várias coisas boas que o governo está fazendo, estão buscando impunidade para políticos, e isso o povo não pode tolerar”, afirma o coordenador do grupo, Rogério Chequer.

Apesar de chamadas separadamente, por questões de diferença de pauta –o Vem Pra Rua, por exemplo, afirma que o fim do estatuto do desarmamento não faz parte de sua– as manifestações devem se unir em São Paulo, já que ambas estão marcadas para a Avenida Paulista.

Não há, dizem, rivalidade entre os dois movimentos. “Eu acho ótimo que saiam juntos”, diz Chequer.

De acordo com Kim, é natural que os grupos se distanciassem após o impeachment. “Era uma bandeira maior, um momento histórico. Passando isso, as diferenças de cada um levam a isso, mas vai acabar sendo o mesmo ato”, diz.

Segundo os organizadores, nas próximas semanas devem ser divulgados horários em outras cidades.

FORO PRIVILEGIADO

Ambos os movimentos criticam a nomeação de Moreira Franco, citado em delação premiada na Lava Jato, para a Secretaria Geral da Presidência, cargo com prerrogativa de foro privilegiado.

“Fomos totalmente contra, não há justificativa razoável para essa nomeação”, afirma Kim. Ele rejeita, porém, a comparação com a nomeação por Dilma do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Casa Civil em março de 2016, que provocou protesto espontâneo na Paulista. “A situação é diferente, ele estava sendo investigado”, diz.

Chequer endossa o coro, mas diz que a nomeação polêmica não é mote para sua manifestação: “queremos deixar bem claro que este não é um ato ‘fora, Temer’. Somos a favor das reformas, mas elas não podem ser carta branca para a impunidade”.


2 comentários

  1. Zé Venancio
    terça-feira, 14 de fevereiro de 2017 – 11:50 hs

    Ué…

    Não eram esses dois ajuntamentos que davam loas ao golpe de estado e ao governo Temer?????
    Como agora querem defender a Lavajato, calo no pé do presidente ilegítimo e de toda a quadrilha do seu conluio e que o apoia por aí???…

  2. Joao SIlva
    terça-feira, 14 de fevereiro de 2017 – 11:55 hs

    Uma pena….estes meninos começaram bem….muito diferente daquela fraude que foi promovida pelo MPL (passe livre) que se tornou o famoso “gigante acordou” e eram um bando de manipulados gritando por nada, obedecendo a pauta de calhordas…

    Os movimentos pro impiche tinham pauta, e eles estavam no caminho certo…Porém, algo atravessou a mente dos jovens, e agora marcaram uma manifestação sem pauta, bem a gosto dos políticos que caíram, dos intelectuais desacreditados e de outros mentecaptos que tão cantando e andando pelo brasileiro….Triste fim deste pessoal….estão sendo enganados pelos anos de “gritaria” de uma esquerda que ja deveria ter sido ultrapassada.
    Os bandoleiros agradecem com sinceridade a “nova direita”, pois eles aparentemente estão sendo obedientes aos ditames anterior…

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