Leprevost admite disputar vaga do Senado em 2018 | Fábio Campana

Leprevost admite disputar vaga do
Senado em 2018

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do Bem Paraná

Depois de iniciar a campanha para prefeito de Curitiba com 5% nas pesquisas, e terminar com quase 47% dos votos válidos no segundo turno, vencido por Rafael Greca (PMN), o deputado estadual Ney Leprevost (PSD) já se prepara para vôos mais altos. O PSD nacional, animado pelo fato de que ele foi o candidato mais votado do partido em todo o País, nas eleições de 2016, quer lançá-lo para uma das vagas ao Senado em disputa no Paraná no ano que vem. Ele admite que não descarta essa possibilidade, apesar de preferir inicialmente uma candidatura à Câmara Federal, que seria mais tranquila para quem fez 405 mil votos na Capital.

“Eu fui o político mais votado do PSD no Brasil, na última eleição. Há um desejo do PSD nacional de que eu seja candidato ao Senado aqui no Paraná”, explica, lembrando que são duas vagas em jogo, o que amplia as suas chances de participação nessa disputa. “Eu ainda não bati o martelo, não disse sim para o partido. Meu desejo é mais de ser candidato a deputado federal. Mas eu não descarto a possibilidade de ser candidato a senador”, admite.

Leprevost afirma que só não “bateu o martelo” ainda, porque sua carreira política está mais ligada à Capital. “Eu ainda não tenho uma base no interior. Se eu conseguir construir uma base no interior no ano que vem – e eu pretendo viajar bastante este ano pelo interior do Paraná – e houver uma aceitação das pessoas ao meu nome, aí eu posso no ano que vem tomar a decisão de disputar o Senado”, afirma.

Passados pouco mais de três meses da eleição para prefeito, o deputado atribui hoje o crescimento de sua candidatura ao desejo da população de renovação, diante do desgaste da política tradicional em razão das constantes crises e escândalos. “Acredito que o que fez a diferença naquele primeiro turno foi o desejo das pessoas por uma nova política. Acho que a proposta fazer política de um modo diferente, naquele momento nos ajudou”, analisa.

Já no segundo turno, Leprevost atribui a derrota à habilidade da campanha adversária de explorar sua aliança com o PC do B, tradicional aliado do PT – partido majoritariamente rejeitado pelos curitibanos após os escândalos do mensalão e da Lava Jato. “O adversário usou bem o PC do B contra nós no segundo turno, e isso assustou uma classe média conservadora que ainda existe em Curitiba”, reconhece. “Nós também falhamos em não desmentir essa pecha de comunista da maneira adequada. Porque poderia deixar claro que tinha essa coligação, mas deixar um pouco mais transparente o fato de que meus ideais não são ideias de esquerda radical. Eu acho que faltou para nós um pouco de malícia nessa hora para sair dessa sinuca”, explica.

Independência

Em relação à sua postura na Assembleia Legislativa, Leprevost diz pretender manter-se como um deputado do bloco independente, mesmo após o acirramento de sua relação conflituosa com o governador Beto Richa (PSDB), a quem atribui sua derrota. “Eu não acredito que quem me derrotou na eleição foi o Rafael Greca. Eu fui derrotado na eleição pelo governador Beto Richa, que colocou a máquina, os funcionários que têm cargos comissionados, que tem chefias no governo do Estado trabalhando de mangas arregaçadas na última semana de campanha”, considera.

Leprevost descarta, porém, se somar à bancada de oposição na Casa. “Eu separo bem. O momento de campanha, que é uma hora em que os ânimos estão acirrados com o trabalho de deputado. Como deputado eu não tenho problema nenhum em votar a favor de algum projeto que possa, na minha concepção, ser bom para o Paraná, mesmo esse projeto tendo vindo do governo”, aponta. “Eu não vou fazer oposição por oposição. Mas também não tenho a mínima condição de ser da base aliada do governo. Isso é uma coisa que não está programada da minha parte”, diz o deputado.

“Ratinho Jr representa o novo”

Apesar das dúvidas que cercam o cenário eleitoral para 2018, o deputado estadual Ney Leprevost (PSD) acredita que o secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano, Ratinho Júnior (PSD), tende a ser candidato ao governo. Até porque, avalia o parlamentar, o desejo de renovação da política empurraria o pré-candidato do PSD para esse caminho.

“Ele tem consciência de que representa o novo. Tem consciência de que há um desejo dos paranaenses de um nome diferente dos que participam tradicionalmente das grandes decisões políticas do Estado”, avalia Leprevost, afirmando que em recente reunião da Executiva Estadual do PSD, sentiu em Ratinho Jr “uma decisão muito concreta, muito sólida de percorrer o Paraná todo esse ano como pré-candidato ao governo e de disputar a eleição”.

“Se ele não for nós vamos avaliar. Eu acredito que ele tem muita vontade de disputar”, diz o deputado, afirmando que gostaria “muito” de poder fazer parte de uma chapa em que Ratinho seja o candidato a governador e ele ao Senado, ambos “alinhados com uma mentalidade voltada para uma nova forma de fazer política”, diz.

(foto: Franklin de Freitas)


10 comentários

  1. ELEITOR PÈ VERMELHO
    quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017 – 13:29 hs

    É UMA BOA OPÇÃO
    NÃO QUEREMOS NEM O TRUCULENTO E MUITO MENOS O TURCO LENTO

  2. Observador
    quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017 – 14:13 hs

    Nao Ganha..
    O senado vai para Beto Richa (se for candidato) e Alexandre Kireff se não foi para o govendo do Estado.
    Osmar Dias tem grandes chances.

  3. Fabio Araújo
    quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017 – 15:19 hs

    Meu voto será dele pois considero um dos melhores políticos do Paraná

  4. Juca
    quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017 – 18:59 hs

    Se for para defenestrar o velho babão usuário de Gardenal contrabandeado do Paraguai eu voto em qualquer deles.

  5. Joana Penteado
    quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017 – 21:39 hs

    Com certeza meu voto e da minha família o Ney Leprevost terá. Acredito no seu trabalho e tenho que ele tem potencial para ser Presidente do Brasil.

  6. Wilson
    quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017 – 22:14 hs

    O Ney vai ser o candidato da nossa família . Dos que moram em Curitiba e dos que ficaram no Norte .

  7. Karamba
    sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017 – 8:35 hs

    Recolhe os flaps, Ney: não foi você que passou pro segundo turno. Foi o Fruet que perdeu. Com diplominha à distância você não vai longe. E o senado é longe demais pra você. No máximo, uma figuração no baixo clero da câmara é o que te espera.

  8. henry
    sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017 – 10:45 hs

    NA REALIDADE EM 2018, SERÁ DISPUTADA APENAS “uma” VAGA. EXPLICO. UMA JÁ É (garantida) DO CANDIDATO BETO RICHA. (não precisará nem se esforçar muito). A VAGA QUE SOBRA SERÁ DISPUTADA FEROZMENTE POR UNS 5 OU 6 CANDIDATOS.

  9. Cristiano
    sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017 – 11:37 hs

    Sera que o menino do PO de arroz vai se arriscar?
    kkkkkkkkk Duvido.
    Cuidfado com o CORAÇÂO

  10. Dionleno Silva
    sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017 – 12:58 hs

    Qualquer um que substituir o Bob Mamona e a Barbie das Araucárias será melhor, até o Galdino é melhor que esses dois.

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