João Santana é condenado a oito anos de prisão por lavagem de dinheiro | Fábio Campana

João Santana é condenado a oito anos de prisão por lavagem de dinheiro

João Santana

Na primeira sentença da Operação Lava Jato no ano, o juiz federal Sergio Moro condenou nesta quinta-feira (2) o ex-marqueteiro das campanhas presidenciais de Lula e Dilma Rousseff, João Santana, a oito anos e quatro meses de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro.

Sua mulher, Mônica Moura, também foi condenada à mesma pena, oito anos e quatro meses de prisão, pelo mesmo crime. As informações são da Folha.

Durante o processo, o casal admitiu que recebeu US$ 4,5 milhões em caixa dois, durante a campanha de Dilma Rousseff em 2010, em contas não declaradas no exterior.

Na época, Santana afirmou que o caixa dois era “generalizado” nas campanhas eleitorais e que havia uma “cultura” -embora o considerasse “uma prática nefasta e equivocada”.

Para o magistrado, as explicações de que o casal seria “vítima da ‘cultura do caixa dois'” não foram convincentes.

“Práticas ilícitas não constituem produto de ‘geração espontânea'”, afirmou Moro. “A postura de não querer saber e a de não querer perguntar caracterizam ignorância deliberada, e revelam a representação da elevada probabilidade de que os valores tinham origem criminosa.”

Moro ainda exortou os profissionais de campanhas eleitorais a “assumirem sua parcela de responsabilidade” no combate à corrupção.

“Está na hora de profissionais do marketing eleitoral assumirem a sua parcela de responsabilidade por aceitarem receber dinheiro não-registrado e de origem e causa criminosa em campanhas eleitorais”, escreveu.

ORIGEM

Os valores pagos ao casal Santana, segundo a acusação, foram desviados da Petrobras, por meio de pagamentos do lobista Zwi Skornicki, que representava um estaleiro asiático, o grupo Keppel Fels. A propina foi acertada em troca de contratos para o fornecimento de sondas para o pré-sal e serviços de construção de plataformas, entre outros.

O casal de marqueteiros recebeu os valores por determinação do então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

“Pelos elementos probatórios, inclusive documentais, propinas acertadas em acordos de corrupção na Petrobras foram utilizadas na campanha presidencial de 2010 do Partido dos Trabalhadores, o que é muito grave”, escreveu Moro.

O juiz, porém, absolveu os dois da acusação de corrupção passiva, por entender que não havia “prova segura” de que os marqueteiros tenham participado dos acertos de corrupção na Petrobras.

Além do casal, também foram condenados na mesma ação o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o ex-gerente da Petrobras Eduardo Musa, o operador Zwi Skornicki e o executivo João Carlos de Medeiros Ferraz, presidente da Sete Brasil, voltada para a exploração do pré-sal.


3 comentários

  1. FUI !!!
    quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017 – 15:35 hs

    Agora voltem para a cadeia novamente tigrada !!!

  2. PitBull
    quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017 – 16:15 hs

    Só isto ?
    Logo tá solto o vagabundo…

  3. PIMENTA PURA
    sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017 – 7:08 hs

    Muito pouco por tanta roubalheira. Estes caras precisam de pelo
    menos trinta anos de cadeia.

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*