Advogado criou método para fraudar licitações de ônibus, diz delator | Fábio Campana

Advogado criou método para fraudar licitações de ônibus, diz delator

O advogado Sacha Reck declarou, em delação premiada, disse que o também advogado Guilherme Gonçalves, seu ex-sócio, elaborou um método para fraudar licitações de transporte público em vários municípios do Paraná. Gonçalves nega veemente a acusação que envolve a todos em crimes de organização criminosa, fraude em licitação, desvio de verbas públicas e corrupção.

Também são investigados os empresários Donato e Dante Gulin, que controlam grandes empresas de transporte público do Paraná, e seriam os principais beneficiários da fraude. O Gaeco fez buscas nas casas dos investigados, em escritórios e em empresas.

O crime era praticado por meio de editais direcionáveis para empresa previamente escolhida por agentes públicos, de acordo com Reck. As fraudes são investigadas na Operação Riquixá, que teve a segunda fase deflagrada pelo Gaeco ontem, terça-feira (21), com o cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão e 10 de condução coercitiva, em Guarapuava, Campo Largo e Curitiba.

Segundo as investigações, escritórios de advocacia, empresas de engenharia, empresários e agentes públicos participavam do suposto esquema, em várias cidades do Paraná. No pedido do Ministério Público, os promotores dizem que a a investigação confirmou que outro grupo que comporia a organização criminosa é ligado às empresas que fraudavam as licitações. Os grupos econômicos Gulin e Constantino seriam os principais beneficiários da organização criminosa, segundo a Promotoria.

“O crime de organização criminosa é um dos principais aqui. Nas nossas narrativas, nós vemos os crimes de direcionamento a licitação, de fraude, desvio de verbas públicas relacionadas a alguns fatos, e estamos investigando também suspeitas de corrupção de agentes públicos”, afirma o coordenador do Gaeco em Guarapuava, Vitor Hugo Nicastro.

Os Gulin negam participação nas fraudes. A empresa Pérola do Oeste informa que presta todos os esclarecimentos, quando solicitados pela Justiça. O Grupo Comporte, que controla o Grupo Constantino, informou que não participou da licitação em que está sendo investigada.


Um comentário

  1. Zabra Q Tize
    quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017 – 12:06 hs

    Bah, tchê… vasculhar as casas deles? mas, pra que? eles moram no country clube… Tomam banho pela manhã e à noite e até escovam os dentes por lá…

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