Siga o dinheiro | Fábio Campana

Siga o dinheiro

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Vera Magalhães

O problema dos presídios deixou de ser de segurança pública para se transformar, em uma semana, numa ameaça à segurança nacional. Esta foi a conclusão que dois ministros envolvidos com a crise enunciaram à coluna ao longo dos últimos dias.

O combate à guerra de facções não é simples nem imediato, por vários fatores: depende de uma atuação conjunta com os Estados, esbarra na falta de recursos, necessita de colaboração dos países vizinhos produtores de drogas.

Além disso, as investigações sobre facções criminosas como o PCC e o Comando Vermelho não podem se valer do instituto da delação premiada, como se vê na Lava Jato — pelo simples fato de que colaborações judiciais no crime organizado são pagas com a vida do delator e da família.

O governo teme que a guerra de facções passe da matança em presídios para ataques a alvos civis.

Para combater os grupos, uma das principais ações do Plano Nacional de Segurança, que passou meio despercebida na divulgação, é o uso da rede LAB, de laboratórios interligados da PF e do Ministério Público Federal, para rastrear o financiamento e a lavagem de dinheiro das facções criminosas que comandam tráfico de drogas e armas no País. É o mesmo esquema que vem sendo usado, com sucesso, no combate à corrupção.

Além disso, serão assinados novos acordos de cooperação com os países vizinhos, nos moldes do que foi feito com a Bolívia. O próximo será a ampliação do escopo do tratado com o Paraguai.

(foto: Estadão)


2 comentários

  1. FUI !!!
    segunda-feira, 9 de janeiro de 2017 – 13:58 hs

    A droga e armas sempre existiram. O que não existia era o crime
    organizado das facções. Se o país não consegue bloquear um pe-
    queno território prisional quanto ao uso de armas, drogas e telefo-
    nes é melhor soltar todos os presos.

  2. Peladona
    segunda-feira, 9 de janeiro de 2017 – 17:46 hs

    Hipoteticamente falando custaria cem mil reais a decisão pela prisão domiciliar no Amazonas (quanto custa nos outros Estados ?), enfim, quanto custaria a entrada de um celular na cadeia – ah sim, cinco mil reais ! Portanto, tudo tem um preço. Todos têm um preço ?

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