Lava Jato tem fila de espera por delação premiada em 2017 | Fábio Campana

Lava Jato tem fila de espera por delação premiada em 2017

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Uma fila de candidatos a delatores aguarda a oficialização dos acordos de delação premiada e leniência fechados entre a Odebrecht e procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato. Todas as tratativas para novos acordos de colaboração premiada estão suspensas, desde dezembro. A lista de candidatos a delator que já iniciaram conversas com advogados reúne o ex-diretor da Petrobrás Renato Duque, o marqueteiro do PT João Santana, o lobista Adir Assad, executivos das empreiteiras Mendes Júnior, Galvão Engenharia, Delta e EIT. As informações são de Ricardo Brandt, Fábio Serapião, Julia Affonso e Fausto Macedo no Estadão.

São acusados de corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros que buscam uma redução de pena, nos processos do juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba – onde estão os casos de alvos sem foro privilegiado. Candidatos a virarem réus-confessos e colaboradores das investigações, em troca do benefício.

O PT é um dos principais alvos de dois candidatos a delatores da fila: o casal João Santana e Mônica Moura e o ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato Duque.

Responsáveis pelas campanhas presidenciais de Dilma Rousseff, em 2010 e 2014, e de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006, Santana e Mônica foram presos em fevereiro do ano passado. Negociam uma delação desde julho, sem acordo com a força-tarefa.

Duque está preso desde abril de 2015. É sua terceira tentativa de um acordo com o Ministério Público. O ex-diretor, que foi indicado e era sustentado pelo PT no cargo, entre 2003 e 2012, promete falar do suposto envolvimento de Lula no esquema de corrupção na estatal.

Mônica e João Santana presos. Foto: Geraldo Bubiniak/AGB

Novos acordos. Os acordos de delação premiada e leniência fechados entre a Odebrecht e a força-tarefa da Lava Jato, em dezembro, é o último de uma lista de 71 contratos fechados pelo Ministério Público Federal, em Curitiba – origem das investigações.

Investigadores ouvidos pela reportagem disseram, em reservado, que a delação da Odebrecht deve gerar um efeito multiplicador nas delações de empreiteiras. As revelações devem atingir negócios que envolvem outros grupo empresariais, que ficarão obrigados a confessarem seus envolvimentos, acreditam.

Além de gerar um “recall” das delações premiadas já fechadas com executivos das Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e UTC.

(foto: Estadão)


2 comentários

  1. medonho
    sexta-feira, 13 de janeiro de 2017 – 10:45 hs

    Perderam o bonde…. agora é tarde, muito tarde, nada se igualará ao que já se sabem.
    Delação agora, que possa acrescentar a cereja no bolo, talvez o Cunha, um Renan….nem o zé direceu teria algo explosivo.

  2. Freddy Kruger
    sexta-feira, 13 de janeiro de 2017 – 11:41 hs

    Este pessoal é esperto. O Ministro Dias Tofolli, safado e incompetente, pois não conseguiu passar em nenhum concurso público para Juiz e que foi indicado por Lula, é petista roxo, em 2019 irá presidir o STJ, seu apartamento foi remodelado pela Odebrecht e sua mulher receberam aproximadamente R$ 300.000,00 via construtora. Esta armado o cenário da Pizzaria para daqui 2 anos. E o povo Ohhhhh…… novamente

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