Gleisi perde última trincheira do PT | Fábio Campana

Gleisi perde última trincheira do PT

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Com as trocas nas comissões permanentes do Senado, previstas para fevereiro, o PT vai perder o comando de um dos mais importantes colegiados: a Comissão de Assuntos Econômicos, presidida desde março pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e composta por 54 dos 81 parlamentares, incluindo titulares (27) e suplentes (27). As informações são de Catarina Scortecci na Tribuna do Paraná.

Nas mãos da petista, a CAE acabou se tornando a última trincheira da sigla, extremamente enfraquecida no Senado após o afastamento, em maio, da então presidente da República, Dilma Rousseff, e depois da posse definitiva de Michel Temer no comando do Executivo, já em agosto. No período, Gleisi conduziu reuniões quentes, protagonizando embates virulentos com a base de Temer.

A maior polêmica saiu da série de audiências públicas organizadas pela petista para tratar da PEC que estabelece um teto de gastos públicos pelos próximos 20 anos a chamada PEC 241, na Câmara dos Deputados, ou PEC 55, no Senado.

Até aqui considerada a principal aposta do Planalto para a área econômica, a PEC se tornou tema da CAE mesmo antes de o texto chegar formalmente ao Senado e aliados de Temer acusaram a petista de usar o colegiado para fazer campanha oposicionista contra o presidente Temer.

A senadora do PT contestava, lembrando que representantes do governo federal, que poderiam falar em defesa da PEC, rejeitaram os convites feitos pela CAE.

Ao final, senadores aliados ao presidente Temer se recusaram a participar das audiências públicas, que se tornaram espaços quase exclusivos para os detratores da PEC. No plenário, contudo, a minoria não teve voz e a PEC acabou sendo promulgada pelo Congresso Nacional, em dezembro.

Balanço

Mas também houve acordos na CAE. Tanto oposição quanto situação concordaram, por exemplo, com a proposta que institui o “duplo mandato” do Banco Central, cuja política monetária passaria a ser definida também a partir de aspectos como geração de emprego, e não apenas “meta de inflação”.

(foto: Agência Senado)


5 comentários

  1. Jackson
    quarta-feira, 18 de janeiro de 2017 – 16:03 hs

    Já vai tarde…senadora que só atrapalhou os interesses do PR….com o intuito de prejudicar o governador, só fez segurar verbas para o estado sob a desculpa de irregularidades. no mesmo período o RS recebia dinheiro, mas o governador era aliado do governo federal. Então se ela se lixa pela população que a elegeu, me lixo por ela, espero que as grades a alcance.

  2. Nosferatu
    quarta-feira, 18 de janeiro de 2017 – 17:46 hs

    Entre nada e coisa nenhuma anda o prestígio da Barbie paraguaia, então ela que vá presidir os trabalhos da casa dela, que devem ser muitos. Gritar histérica no Senado que ninguém tem moral perdeu a graça.

  3. Nosferatu
    quarta-feira, 18 de janeiro de 2017 – 17:47 hs

    Perdão, é nenhum e não nenhuma como escrevi

  4. Joani Teixeira
    sexta-feira, 20 de janeiro de 2017 – 17:50 hs

    Honestamente não vale a pena perder tempo com esta pseuda senadora, que somente prejudicou nosso Paraná. Mas tudo tem sua hora e sua vez. Aguardem….

  5. Helena
    sexta-feira, 20 de janeiro de 2017 – 18:37 hs

    Que alívio ficar sem essa voz estérica no senado!

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