Geddel, Cunha e Funaro agiram pelo Grupo Bertin | Fábio Campana

Geddel, Cunha e Funaro agiram pelo Grupo Bertin

O Antagonista

Numa das mensagens trocadas entre Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima, o ex-deputado pediu ao então vice-presidente de assuntos jurídicos da Caixa que intercedesse em assunto de interesse do Grupo Bertin.

O diálogo ocorreu em setembro de 2012. “Precisa ver no assunto da Bertin a carta de conforto com os termos que necessita”, diz Cunha. Carta de conforto é um instrumento negocial de garantia do adimplemento contratual. Na sequência do diálogo, Geddel repassou orientações a Cunha sobre o que estaria faltando para ser resolvido.

O mesmo assunto, segundo a PF, foi discutido entre o ex-presidente da Câmara e o operador do mercado financeiro Lúcio Funaro. Dias depois de falar com Geddel, o peemedebista perguntou a Funaro: “E a Bertin fez a carta?”. O interlocutor respondeu: “O Giovani pediu, se pediu fizeram.”

O relatório da Operação Cui Bono? afirma que “Giovani” é, possivelmente, Giovanni Carvalho Alves, servidor da Caixa, então subordinado a Geddel. Para os investigadores, mais um indício de que Geddel, Cunha e Funaro atuavam em conjunto.

Os agentes federais chamaram a atenção para a fusão do Grupo Bertin com a empresa JBS, ocorrida em 2009 e autorizada pelo Cade em 2013. Segundo a PF, relatórios de investigação financeira indicaram transações envolvendo a Viscaya Holding, Participações, Intermediações, Cobranças e Serviços Ltda., ligada a Funaro, que teria recebido depósitos milionários da JBS em 2012. Algo em torno de R$ 4 milhões.


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