Cármen incomoda Temer | Fábio Campana

Cármen incomoda Temer

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A expectativa de que a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cármen Lúcia, homologasse até terça-feira (31) a delação premiada dos 77 executivos da Odebrecht incomodou aliados do presidente Michel Temer.

Pessoas próximas ao presidente enxergam na “pressa” da ministra mais um sintoma de que ela busca proeminência para se firmar como líder nacional. Integrantes do governo afirmam ainda que Cármen Lúcia, agindo dessa forma, busca criar um fato “político”, ampliando a ansiedade sobre o tema. As informações são da Folha.

Entre integrantes do governo, a leitura é que a presidente do STF acabará dando ares ainda maiores de excepcionalidade ao episódio caso de fato chame para si a responsabilidade da homologação antes do retorno oficial dos trabalhos do Judiciário, que está em recesso. O Supremo volta ao ritmo normal no dia 1º.

A homologação é a última etapa para que o acordo seja validado juridicamente. O acordo de colaboração premiada da Odebrecht caiu nas mãos da presidente do Supremo após a morte de seu colega Teori Zavascki, em um acidente aéreo no dia 19. Ele era o relator da Operação Lava Jato na Corte.

A expectativa era a de que Teori homologasse a delação em fevereiro. Um novo relator para o caso no Supremo deve ser escolhido por sorteio.

IMPACTO
A delação da Odebrecht é apontada como a mais importante da Lava Jato. Foram mencionados até agora nas negociações nomes do governo Temer, incluindo o próprio presidente, além dos ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, os tucanos José Serra e Geraldo Alckmin e parlamentares. Todos negam irregularidades.

Cármen Lúcia passou o sábado (28) em seu gabinete em Brasília estudando o material da delação. Não se sabe se, além de homologar a documentação, a presidente do STF também decidirá levantar o sigilo dos depoimentos prestados pelos executivos da empreiteira, tonando público o conteúdo dessas falas.

Com relação a isso, aliados de Temer decidiram adotar um tom pragmático. Dizem que a avalanche de revelações viria à tona, cedo ou tarde, e que não há o que fazer quanto a isso.

Entre advogados e políticos, a expectativa é que a delação da Odebrecht amplie substancialmente o alcance da Lava Jato.

Integrantes do Congresso e do governo já dão como certo o fato de que esse acordo trará uma série de implicações.


3 comentários

  1. Sergio Silvestre
    segunda-feira, 30 de janeiro de 2017 – 13:58 hs

    Os canalhas estão com medo,inclusive um boca de caçapa lá do supremo,eu acho que ela já afinou decretando sigilo.

  2. Jorge
    segunda-feira, 30 de janeiro de 2017 – 17:27 hs

    Presidente do STF buscando proeminência para se firmar… Com pessoas próximas deste calibre coitado do presidente e do Brasil. Quanta escória no executivo.

  3. JOHAN
    segunda-feira, 30 de janeiro de 2017 – 22:18 hs

    Caro FÁBIO, o momento da Presidente do STF, a ministra Carmen Lúcia, é inigualável, só cabe a ela. O exercício pleno da presidência determina a homologação, como também determina a retirada do sigilo sobre as delações da ODEBRECHT. Para a senhora presidente do STF, não amarele, utilize todos os espaços da presidência, e aproveite para participar da limpeza moral e ética da classe política brasileira. Quem não deve não teme, contudo a sociedade deseja e espera saber quem são os políticos cafajestes que roubam recursos da merenda das crianças das escolas, roubam recursos das obras das estradas, roubam recursos dos aposentados. A sociedade está carente dessas informações. Não nos prive dessa realidade. Os brasileiros estão passando fome,e precisam desse alento para continuar, com altruísmo a busca e confirmação da jovem democracia brasileira, para todos os brasileiros. Atenciosamente. . , .

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