Aliados de Temer defendem mulher no STF | Fábio Campana

Aliados de Temer defendem mulher no STF

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O Globo

Sob pressão de partidos e juristas que tentam influenciar na escolha do novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Michel Temer busca um nome que atenda às expectativas da opinião pública e do mundo jurídico. E apesar das muitas sugestões que chegam ao Planalto, atendendo a todos os gostos jurídicos e partidários, os principais assessores do presidente já apontam qual seria o “ministro ideal”: uma mulher, sóbria como o momento exige, de notório saber jurídico e sem relações partidárias.

No entanto, entre os mais de 15 nomes especulados para a vaga de Teori Zavascki, aparecem só três mulheres: a atual advogada-Geral da União, Grace Mendonça; a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Isabel Gallotti; e Flávia Piovesan, secretária nacional dos Direitos Humanos. Auxiliares de Temer afirmam que o melhor seria encontrar “outra Cármen Lúcia”.

Ao decidir que somente indicará o sucessor de Teori depois que o STF definir o novo relator da Lava-Jato, Temer ganhou tempo para que os nomes que circulam na Esplanada e nos tribunais depurem. Ao buscar uma indicação feminina, o governo tenta sanar uma crítica frequente desde o governo interino: de que o alto escalão é masculino.

Entre os nomes que estão na bolsa de aposta, despontam Ives Gandra Filho, presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Luís Felipe Salomão e Rogério Schietti, ministros do STJ. Posições conservadoras de Gandra Filho incomodam alguns setores do governo, mas não impedem uma eventual indicação. Ele é visto como um defensor de mudanças na legislação trabalhista, em linha com o que prega o governo.

Apesar de assessores de Temer não descartarem por completo as indicações dos ministros Alexandre de Moraes (Justiça) e Bruno Dantas (Tribunal de Contas da União) para a vaga, observam que será a única indicação do peemedebista ao STF:

— Há um leque de 15 nomes. O presidente ainda não entrou no modo decisão. Essa escolha para ele tem um peso muito grande por ser do meio jurídico. E existe toda uma expectativa popular — diz um auxiliar.


Um comentário

  1. Sergio Silvestre
    quarta-feira, 25 de janeiro de 2017 – 9:25 hs

    Eu sugiro a Maria Japonesa ou a Joice Hasselman,indenticas no pensamento e no ramo,vão ser grandes mediadoras dos conflitos atuais na politica e no meio no meio no meio.

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