Vereador, pastores e professora são acusados de preconceito religioso e racismo | Fábio Campana

Vereador, pastores e professora são acusados de preconceito religioso e racismo

A 24ª Promotoria de Justiça de Londrina, no norte do Paraná, apresentou nesta semana três denúncias criminais relacionadas a crimes de racismo e/ou preconceito religioso contra um vereador eleito neste ano, pastores evangélicos e uma professora.

De acordo com o Ministério Público do Paraná, A primeira denúncia é contra duas pessoas (incluindo um vereador eleito neste ano) por divulgarem ofensas a religiões de matriz africana em rede social. A segunda é contra dois pastores evangélicos que teria fixado faixa com dizeres ofensivos a religiões de origem africana. Já última ação penal tem como ré uma professora de curso de enfermagem, acusada de injúria racial contra uma aluna. As informações são do Bem Paraná.

Na primeira denúncia, o MP-PR relata que dois homens, incluindo um eleito vereador recém-eleito, publicaram em seus perfis na rede social Facebook críticas à exibição de uma peça teatral sobre a história do povo africano a alunos da rede municipal. Nos comentários feitos na internet, os dois utilizam termos que denotam discriminação e preconceito, provocando intolerância e incitando a violência contra pessoas da raça negra e de religiões de matriz africana, como candomblé e umbanda, ao associarem a peça ao termo “macumba”, expressão de cunho pejorativo.

O segundo caso se refere a dois pastores evangélicos que afixaram na frente da igreja em que atuam uma faixa em que incitam a violência contra pessoas adeptas a religiões de matriz africana e convocam os fiéis a uma “guerra contra a macumba”. Tais crimes estão previstos na Lei 7.716/1989 e são passíveis de reclusão por até cinco anos, além de multa.

A Promotoria de Justiça destaca que a intolerância e incitação à violência, presentes nos dois processos, podem levar a situações extremas, como no caso da morte de uma líder religiosa da cidade, praticante de candomblé, ocorrida em 2013. O crime, que repercutiu muito em Londrina e região, teve como vítimas a mulher, sua mãe (a época com 86 anos) e uma neta (de apenas 10 anos). As três foram mortas a facadas por um fanático religioso cristão.

A terceira denúncia criminal trata de uma professora de técnica de enfermagem que ofendeu uma aluna dizendo que, por ser negra, ela não teria “perfil e biotipo” adequados ao curso. A professora foi denunciada por injúria racial (art. 140, p. 3º, do Código Penal), crime passível de até três anos de reclusão e multa.


4 comentários

  1. Veredito
    sábado, 17 de dezembro de 2016 – 9:31 hs

    Quanta ignorância! Chega a ser inadmissível quando parte de pessoas que deveriam dar exemplos. Justiça neles,

  2. Adam Smith
    sábado, 17 de dezembro de 2016 – 12:26 hs

    Quanta ignorância! O Brasil há pouco tempo era propriedade de um reino da Europa, tinha uma unica religião e não admitiam outras crenças que não fosse a Católica Romana. Os evangélicos, protestantes e judeu eram considerados hereges, coisas satânicas, sujeito a inquisição, seus livros e igrejas eram queimadas. Os afros e índios para a igreja não tinha alma e portanto não eram considerados gente. A igreja exclui e não permitia o direito de praticar sua fé. O Brasil é um país de muitas diversidades, miscigenação, raças, crença e culturas diferentes é possível conviver em harmonia.
    A perseguição religiosa é evidente ainda hoje e o ódio as evangélicos é explicita nas redes sociais.
    O Governo Federal transfere mais de 25 milhões por mês a Pastoral da Criança, para ensinar fazer soro caseiro (água com sal e açúcar), fora as doações oriunda dos estados e municípios. No entanto não existe critica ou contestação sobre prestação de conta dessa “ONG”.

    Temos que ser intolerantes com a corrupção, com a injustiça social, com o enriquecimento ilícito de servidores públicos, com privilégios de juízes, militares e políticos.

    Precismos nos atentar para o crescimento de pobreza 15 milhões de brasileiro desempregados mais 13 milhões no subemprego, outros 15 milhões vivendo de Bolsa Família. Diante do quadro de miséria, uma elite de servidores públicos, que mesmo recebendo 10 ou 50 salários mínimos fazem greve. Com esses usurpadores também devemos ser intolerantes.

  3. Nosferatu
    sábado, 17 de dezembro de 2016 – 18:45 hs

    Que horror, e tudo isto é em nome do Senhor Jesus? Foi bem assim que fizeram com Cristo Jesus, porque não concordavam com o jeito dEle e com o que Ele pregava, pregaram-no na cruz. Vão bem estes pastores e esta professora, agora só faltam se filiar a algum partido nazi ou à Ku Klux Kan.

  4. segunda-feira, 16 de janeiro de 2017 – 21:44 hs

    Caramba, a gente morre e não vê tudo! aff

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