Votação histórica decidirá futuro dos Estados Unidos e do mundo | Fábio Campana

Votação histórica decidirá futuro dos Estados Unidos e do mundo

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Com Hillary Clinton, pelos democratas, e Donald Trump, pelo lado republicano, a campanha eleitoral deste ano foi de longe a de mais baixo nível da história do país

O Globo

N a terça-feira, os eleitores americanos escolherão o sucessor de Barack Obama na Casa Branca, numa votação em muitos aspectos histórica e que terá impacto bem além das fronteiras do país. Com Hillary Clinton, pelos democratas, e Donald Trump, pelo lado republicano, a campanha eleitoral deste ano foi de longe a de mais baixo nível da história do país, muitas vezes evocando briga de rua, devido, sobretudo, ao temperamento histriônico do magnata do setor imobiliário, que se apresentou como um candidato “independente” do sistema político.

Com a desculpa de que representava algo novo em relação aos políticos profissionais de Washington — incluídos aí os próprios republicanos —, Trump agiu de fato como um outsider, quebrando o protocolo e a etiqueta de uma cultura política que remonta aos tempos de Lincoln. Suas gafes xenófobas, misóginas e racistas, não raras vezes ultrapassando os limites do insulto moral, ao mesmo tempo que chocavam a opinião pública, também reforçavam em seus eleitores — na maioria, homens brancos de baixa escolaridade, muitos deles atingidos pela crise financeira de 2008 — a imagem de um líder indiferente ao jogo político.

Desde as primárias, Trump derrotou um a um seus rivais republicanos, construindo em torno de si a imagem de um “salvador da pátria”, capaz de devolver a grandeza perdida aos EUA. Mas, na disputa contra Hillary, a proximidade do pleito impôs ao eleitorado uma incontornável consideração da realidade, sobretudo diante da abissal diferença de programas de governo entre os dois oponentes.

Sem propostas viáveis, Trump continuou navegando pelo mundo onírico das promessas impossí- veis e elevou a virulência dos ataques à rival. Além de prometer a construção de um muro na fronteira com o México, expulsar imigrantes ilegais e impedir a entrada de muçulmanos no país, Trump partiu para o ataque mais vulgar, prometendo prender a rival. Bravatas de botequim, que não encontram respaldo na realidade.

Trump também gerou incertezas entre aliados políticos e parceiros comerciais históricos dos EUA. Muitos temem que sua vitória signifique um mergulho numa era de incertezas geopolítica e econômica. Mas o republicano também tem defensores, sobretudo em regimes de vocação autoritária, nacionalismos populistas e pretensões imperiais como a Turquia, entre outros.

O russo Vladimir Putin, numa aposta perigosa cujas consequências ainda não foram estimadas, estimulou a ação de hackers contra Hillary para favorecer Trump. Independentemente da qualidade do programa democrata e da experiência de Hillary no Executivo e Legislativo, o programa de Trump cumbiu às próprias incoerências. Prova disso foram as deserções de importantes líderes republicanos, indicando que, seja qual for o resultado eleitoral, o partido terá que ser reconstruído.


4 comentários

  1. jose
    domingo, 6 de novembro de 2016 – 15:53 hs

    Vamos ver se os americanos, não façam a mesma cagada que a maioria dos brasileiros fizeram em 2002, elegeram a maior quadrilha que roubaram o país, elegendo lá um louco.

  2. Igor
    domingo, 6 de novembro de 2016 – 17:09 hs

    Hillary, a Dilma americana, globalista esquerdista !!! Trump vencerá !!!

  3. RR
    domingo, 6 de novembro de 2016 – 20:45 hs

    TRUMP LÁ E BOLSONARO CÁ COM A GRAÇA DO CRIADOR.

  4. Pepino&Pimentão&Cebola
    segunda-feira, 7 de novembro de 2016 – 10:51 hs

    Hillary and Trump end the 2016 campaign with the race between them close, their historic unpopularity intact and, on the bright side, a weary electorate saying it’s ready to accept the outcome and move on.

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