Um absurdo equívoco | Fábio Campana

Um absurdo equívoco

O escritório de Jaime Lerner foi alvo de investigação de Operação da PF deflagrada nesta manhã. Um enorme equívoco. É um absurdo o que acontece quando as polícias, os ministérios públicos, os judiciários e que tais denunciam alguém ou uma instituição antes de ter provado culpa ou responsabilidade. Considero crime essa atitude. É o que aconteceu hoje com Jaime Lerner. De repente, não mais que de repente, a Polícia Federal envolve o seu instituto num caso de Tocantins que nada tem a ver com Lerner, o Instituto ou seu escritório de arquitetura. Agora, como reparar esse equívoco de cabo de esquadra? Não há reparação completa possível. Mas antes que a aleivosia se espalhe ainda mais, leia a nota de Lerner sobre o incidente deplorável e passe adiante. É o que segue.

“A respeito ao mandado de busca e apreensão realizado nesta manhã pela Polícia Federal no Instituto Jaime Lerner, temos a informar:

1- Tanto o Instituto Jaime Lerner como a Jaime Lerner Arquitetos Associados não tiveram e não têm nenhuma relação com os projetos e com a implantação do BRT da cidade de Palmas, Tocantins, processos estes conduzidos sob estrita responsabilidade da Prefeitura Municipal de Palmas;

2- O único trabalho pela Jaime Lerner Arquitetos Associados realizado naquela cidade foi para o setor privado. Tratou-se de um plano de ocupação futura para a área de expansão urbana, na região sudoeste da cidade, contratado por três empresas do setor privado;

3- Este plano de ocupação não tem nenhuma relação com o futuro BRT; a área localiza-se a mais de 1.500m de distância do eixo principal do BRT;

4- Toda a documentação necessária relativa ao plano de ocupação foi prontamente fornecida aos agentes que realizaram o mandado de busca e apreensão na manhã de hoje, para que se comprovem os fatos acima citados.

Instituto Jaime Lerner

Jaime Lerner Arquitetos Associados.”


7 comentários

  1. Tisa Kastrup
    quinta-feira, 10 de novembro de 2016 – 15:56 hs

    Ao contrário do molusco covarde que nunca sabe de nada e foge de todos, Jaime sabe de tudo e responderia tranquilamente olhando nos olhos de quem o perguntasse.

    Não precisava de todo esse circo armado por um cabo de esquadra. Só precisava perguntar para ele. Lamentável mesmo, Campana.

  2. Karamba
    quinta-feira, 10 de novembro de 2016 – 16:23 hs

    Credo, que escorregada dos meganha da PF hein! Prender o Lula que nóis queremo, eles não quer não?

  3. Marcos Domakoski
    quinta-feira, 10 de novembro de 2016 – 17:59 hs

    Meu caro Fábio,
    Não posso deixar de manifestar minha preocupação com a escalada policialesca – e na maioria das vezes cercada pelo espetáculo – que vem ocorrendo em nosso País. A fiscalização permanente e a vigilância para com o gasto público, em todas as esferas, devem ser função das instituições afins, como a Polícia Federal e o Ministério Público, além é claro, da sociedade civil organizada. E a consequente punição dos responsáveis, pela via judicial, é fator de tranquilidade para a população e um dos pilares do Estado de Direito na democracia. No Paraná, a eficiencia da Lava Jato é a grande referencia.
    Mas, no momento em que se assiste a uma extravagante operação policial, divulgada amplamente, sem o devido cuidado para com a biografia e a história de vida de uma liderança paranaense como o ex-governador Jaime Lerner, chega a hora de questionarmos se, sob o manto do combate à corrupção e aos desvios de recursos públicos, não estamos caminhando para um Brasil onde tudo é permitido, inclusive o desmando da autoridade. E esse é o primeiro passo em direção à incerteza da acusação imediatista, elemento crucial que prenuncia os regimes ditatoriais.
    Temo, pessoalmente, que o combate à corrupção, ao qual apoio e aplaudo, resvale para o terreno da injustiça irreparável e esse é o mal maior que se pode cometer, em nome da boa intenção, contra o cidadão comum e alcançar um homem exemplar e admirável como Jaime Lerner. Tanto um como outro serão vítimas do mesmo equívoco da autoridade, quando extrapola o próprio poder e troca a prudência pelo açodamento e a sensatez pela glória do espetáculo momentâneo. E sob a proteção do Estado, o que é muito mais grave.
    Grande abraço,
    Marcos Domakoski

  4. falido e ainda mal pago
    quinta-feira, 10 de novembro de 2016 – 18:28 hs

    lembrem-se que o MPF e a própria PF, estão cheios de viúvas do lulopetismo e necessitam atingir alguém do outro lado. Nem que para isto usem de uma ignorância proposital de escala métrica. Associar um projeto privado a cerca de 1500 metros do tal do BRT, empreendimento público, só pode ser de propósito. E não se esqueceram de avisar a imprensa, é claro! E o quadrilheiro do molusco, continua solto.

  5. João Honesto
    quinta-feira, 10 de novembro de 2016 – 18:51 hs

    O Jaime tem seus puxas.

    Seu governo foi escandaloso, vide os pedágios ainda.

    tem muito mais coisa, se procurar acha facil.

    seus puxas, menos, menos

  6. willian
    quinta-feira, 10 de novembro de 2016 – 20:35 hs

    A PF só foi cumprir um mandado, não sei porque tanto desespero, quem não deve não teme. Eu não tenho bandido de estimação!!!

  7. parana neto
    sexta-feira, 11 de novembro de 2016 – 9:03 hs

    ….Não me toques…é nome de uma cidade no Rio Grande do Sul….

    ….Tudo pode ser feito para faturar em um assunto tecnico gerando
    ….despesa…merece uma investigação….e dos dois lados…alguém
    ….denunciou…e tenha certeza…o chefe do executivo municipal de
    ….Palmas…teve apenas 4 mandatos de prisão expeditos contra ele..
    ….em Floripa ..sumiu!!!…Tem problemas ..e não é confiável …que di-
    ….gam seus ex-sócios…o Instituto precisa ser investigado..
    ….Acreditem …vão achar coisas do arco da velha….
    ….Prof PN…

    …..

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