Advogados de Lula batem boca com Moro | Fábio Campana

Advogados de Lula batem boca com Moro

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Fausto Macedo, O Estadão

A audiência de depoimento do ex-senador Delcídio Amaral (ex-PT/MS), primeira das doze testemunhas de acusação no processo contra o ex-presidente Lula, foi marcada por uma série de interrupções e bate-boca entre os advogados do petista e o juiz Sérgio Moro. Foi a audiência mais tensa e ríspida da Lava Jato.

O tempo fechou quando os defensores de Lula alegaram que o juiz da Lava Jato estava permitindo ao procurador da República que representou o Ministério Público Federal fizesse perguntas fora do âmbito da denúncia formal – o ex-presidente é réu por corrupção e lavagem de dinheiro porque teria recebido propinas de R$ 3,7 milhões da empreiteira OAS no caso do triplex do Guarujá.

As altercações predominaram em toda a sessão, mas atingiram níveis de alta tensão após vinte minutos de depoimento do ex-líder do Governo no Senado, arrolado pela Procuradoria como uma das testemunhas da acusação. Ele falava sobre o suposto ‘conhecimento’ de Lula sobre os negócios da Petrobrás, quando um dos advogados, Cristiano Zanin Martins, interrompeu.

“Excelência, pela ordem, estamos falando de três contratos celebrados com uma empreiteira.”

“Dr., é contexto, existe uma dinâmica. Existe um contexto e essa pergunta (do procurador) está dentro desse contexto”,

“Vossa Excelência me permite, quando pedimos a produção de provas vossa excelência foi muito claro e enfático ao dizer que a acusação se restringia a três contratos que envolvem uma empresa”, insistiu o advogado.

“Dr, a defesa pediu cópias de todas as atas de licitações e os contratos da Petrobrás em treze anos, diferente de o Ministério Público fazer uma pergunta para a testemunha nesse momento. Está indeferida essa questão, dr., podemos prosseguir”, asseverou o juiz. “No momento próprio a defesa pode fazer (perguntas), agora estamos ouvindo a testemunha e a palavra está com o Ministério Público.”

“Mas é uma questão de ordem, Vossa Excelência tem que me ouvir.”

“Dr., a defesa vai ficar fazendo a cada dois minutos, a defesa vai ficar levantando questão de ordem, é inapropriado. Estão tumultuando a audiência.”

Outro advogado, o criminalista José Roberto Batochio, tomou a palavra. “Pode ser inapropriado, mas perfeitamente jurídico e legal.”
Moro retomou. “Estão tumultuando a audiência.”

Batochio foi à réplica. “O juiz preside (a audiência), o regime é presidencialista, mas o juiz não é dono do processo. Aqui os limites são a lei. A lei é a medida de todas as coisas e a lei do processo disciplina esta audiência. A defesa tem o direito de fazer uso da palavra, a defesa tem direito de fazer uso da palavra pela ordem.”

Quando Moro mandou prosseguir a audiência, um terceiro advogado de Lula pegou o microfone. O juiz não admitiu nova interrupção. E cortou a gravação.


9 comentários

  1. Do Interior....
    terça-feira, 22 de novembro de 2016 – 10:31 hs

    O LULLarápio não disse que era nunca se furtou a responder a um chamado da justiça? Bradou aos petistas idiotas (que ainda votam nessa facção criminosa) que não precisa ser conduzido e que sempre irá quando chamado? ….kkkk pura balela do maior bandido do mundo!

  2. Plantador de Alface
    terça-feira, 22 de novembro de 2016 – 10:34 hs

    Pessoalzinho brabo.
    Advogados concatenados, agora eu, depois você, depois ele.
    Quase deu certo a tática.

  3. Rodiney Carneiro
    terça-feira, 22 de novembro de 2016 – 11:22 hs

    “Pragas”!

  4. Rodiney Carneiro
    terça-feira, 22 de novembro de 2016 – 11:22 hs

    “Pragas”

  5. eleitor desmemoriado.
    terça-feira, 22 de novembro de 2016 – 12:43 hs

    Pela ordem senhor presidente, e assim vai, sempre o mesmo “pela ordem senhor presidente”, quando não há outros argumentos se apela para esta chicana, assaz manjada quando vinda de deputados e advogados .

  6. Dosel Jr.
    terça-feira, 22 de novembro de 2016 – 13:50 hs

    Está mais que claro que os defensores do ex-presidente querem tumultuar para encontrar uma falha do juiz e se apegarem nela. Esta prática foi exercida pelo deputado Ney Leprevost ao retirar do texto da fala de Rafael Greca uma palavra e transformá-la em instrumento de ataque. Neste caso, felizmente, a sociedade entendeu o jogo sujo de Ney e deu no que deu: derrota nas urnas. No caso de Lula, Sergio Moro já percebeu a manobra e saberá desmontá-la na hora certa.

  7. Plantador de Alface
    terça-feira, 22 de novembro de 2016 – 18:55 hs

    Sr. Dosel,

    Quem tentou prejudicar o Greca foi a turma do Fruet.
    O Ney é fraquinho, mas desta vez não tem nada haver.

  8. luiz
    quinta-feira, 24 de novembro de 2016 – 11:30 hs

    A defesa do Lula usa á prática do Ritler, ‘ Torne a mentira grande, simplifique-a, continue afirmando-a e eventualmente todos acreditarão nela’.

  9. Luiz
    quinta-feira, 24 de novembro de 2016 – 11:38 hs

    MENTIRA REPETIDA, SE TORNA VERDADE, ADOLF HITLER.

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