Tem que cortar na carne | Fábio Campana

Tem que cortar na carne

sessao-congresso

Reforma da Previdência só aliviará estados se incluir juízes e deputados

A inclusão dos estados na reforma da Previdência precisa se estender a todos os Poderes e não ficar limitada apenas ao Executivo. A ideia é defendida pelos governadores e tem a simpatia da equipe econômica. Isso porque, ao englobar Judiciário, Legislativo, Ministério Público, Tribunal de Contas e Defensoria Pública, a reforma ajudará a acabar com uma situação perversa que hoje limita a realização de investimentos e a aplicação de recursos em áreas importantes, como segurança pública e transportes. As informações são de Martha Beck, Geralda Doca e Cassia Almeida n’O Globo.

Em vários estados, inclusive no Rio de Janeiro, o Executivo assumiu o pagamento de inativos e pensionistas de todos os Poderes. Segundo o especialista em finanças públicas Raul Velloso, isso reduz os recursos livres dos governadores:

— Inativos e pensionistas viraram uma conta a mais que ninguém quer pagar. Eles são empurrados para o Executivo. Existe uma disputa interna nos estados pelos recursos do Orçamento e para saber em cima de quem a conta vai incorrer.

A pedido do GLOBO, Velloso e o consultor da Comissão de Orçamento da Câmara e ex-secretário de Previdência Leonardo Rolim fizeram um levantamento sobre a situação do Rio. No estado, as despesas com inativos e pensionistas de todo os Poderes (Executivo, Legislativo, Judiciário e Ministério Público) chegou a R$ 13,345 bilhões em 2015. Desse total, R$ 2,24 bilhões (16%) corresponderam aos órgãos autônomos. Segundo Velloso, isso demonstra que a reforma precisa englobar todas as esferas:

— Os Poderes têm de ser solidários no ajuste.

Ele lembra que os órgãos autônomos têm direito a uma fatia do Orçamento estadual. Ela é usada para pagar salários dos funcionários que estão na ativa. Nesse período, os reajustes salariais e ganhos de remuneração, que costumam ser mais generosos no Legislativo e no Judiciário, acabam impactando as aposentadorias no futuro e a conta do Executivo. Velloso ressalta que a situação das despesas com saúde e educação também limita a ação dos governadores. Essas duas áreas têm vinculações obrigatórias, mas também não usam esses recursos para pagamento de aposentados.

(foto: Agência Câmara)


4 comentários

  1. Doutor Prolegômeno
    quarta-feira, 19 de outubro de 2016 – 13:19 hs

    A turma dos barnabés de alto nível e da nobreza estatal brasileira, só corta na carne quando fatia picanha, maminha, fraldinha ou mignon para seus churrascos e jantares regados à champanhe e uísque doze anos. Se é que eles mesmos fatiam. Algum criado de libré deve fazer esta tarefa menor.

  2. eleitor desmemoriado.
    quarta-feira, 19 de outubro de 2016 – 16:20 hs

    Ou todos pagam a conta ou fica como está, é muita sacanagem do Governo Federal pretender que os que já carregam a cruz carreguem mais peso ainda. Ou muda para todos ou nada muda.

  3. cidao
    quarta-feira, 19 de outubro de 2016 – 20:10 hs

    E os milicos ..querem ficar fora da Reforma …filhas de militares continuam tendo pensoes vitalicias ..se juntam com milionarios ..mas nao casam !!!

  4. cidao
    quarta-feira, 19 de outubro de 2016 – 20:11 hs

    Como pode um barnab’e ter ate 3 aposentadorias ??? Alguem explica ????

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*