País passa por momento de rever excessos e privilégios | Fábio Campana

País passa por momento de rever excessos e privilégios

Míriam Leitão

O teto dos gastos, em tramitação no Congresso, vai provocar uma busca pela eficiência das despesas. Em entrevista ao meu programa na GloboNews, o presidente Michel Temer contou que a medida deve levar o governo a fazer escolhas e revisões das despesas. Uma análise detalhada dos excessos e privilégios terá um efeito positivo e pode melhorar a qualidade do gasto. O programa tem estreia prevista para esta quinta-feira, às 21h30, na GloboNews.

Haverá aumento na demanda por recursos daqui por diante, é inevitável. Na educação, por exemplo, há o novo plano nacional para o ensino médio. Temer explicou que, com o teto, será possível escolher uma área que vai receber mais e outra que receberá menos.

A medida, se aprovada, dará um novo horizonte para os gastos. Perguntei ao presidente sobre o cenário bom, ou seja, no caso de as receitas crescerem mais. A trajetória da dívida mudaria mais rapidamente. Temer lembrou que o próximo governo poderá revisar o teto para os gastos em um prazo mais curto. Quem ocupar o cargo na sequência terá a liberdade para propor uma alteração.

Na repercussão sobre o teto dos gastos, muita gente se mostra preocupada porque conhece as necessidades das diversas áreas do serviço público. Com a limitação das despesas, a eficiência vai ser fundamental para gerar economias. Não se deve subestimar esse tipo de revisão das despesas públicas. Há indícios de problemas no auxílio-doença e nas aposentadorias por invalidez, por exemplo.

É muito saudável a reação do cidadão, que já está questionando o que acontecerá com o gasto público. Com a restrição de recursos em todos os níveis governamentais, este é o momento de o país olhar para as suas despesas e descobrir quais delas são inaceitáveis, quais deverão ser revisadas. É a hora de cortar os excessos e os privilégios. O país vai precisar escolher. Para ter um investimento maior em educação, por exemplo, será preciso cortar de outra área.


8 comentários

  1. X-mano
    quinta-feira, 13 de outubro de 2016 – 18:17 hs

    Apoio

  2. medonho
    quinta-feira, 13 de outubro de 2016 – 18:18 hs

    É preciso cortar os excessos de secretarias, qualificar os gastos e minimizar a repercussão dos cortes.
    Por que só agora? Quando a receita batia recorde o governo, sabendo que não podia se comprometer, trouxe a copa do mundo, transposição do são francisco, refinarias de pernambuco, olimpiadas, PAC etc, subsidios sem lastro,bolsas empresariais etc.
    Esqueceu dos preceitos básicos da bíblia, tempo de vacas gordas e vacas magras….POLÍTICA DESASTROSA
    O mercado brasileiro está em baixa, temos de reativar incentivos para atrair o capital estrangeiros a investir em bens de capitais.
    A produtividade da mao de obra brasileira é baixa se comparada com os demais paises do brics. A implantação no Brasil de industria asiáticas poderá ser em função da logistica e matéria prima. Enquanto a mão de obra exigirá investimento técnico e planejamento de qualificação dos operários, portanto, EDUCAÇÃO é CRUCIAL.

  3. FUI !!!
    sexta-feira, 14 de outubro de 2016 – 5:50 hs

    Infelizmente para mudar as leis neste país é um parto de forceps.
    Os gastos da dinheirama com políticos e pós pol[iticos beira uma
    tragédia. Quem paga as contas são os otários :- brasileiros…

  4. LUIZ EDUARDO HUNZICKER
    sexta-feira, 14 de outubro de 2016 – 9:19 hs

    BALELAS E MAIS BALELAS! POLÍTICOS E MAIS POLÍTICOS! Se o caso é cotar gastos comecem cortando o número de deputados estaduais e federais, senadores, empresas e funções cabides de empregos, obras iniciadas com caráter político e inacabadas, ajudas a países em situação de crise, bolsas e mais bolsas, inclusive a bolsa presidiário (HA,HA,HA), auxilios moradias desnecessários, vale gás, trens da alegria, nepotismos, e tantas outras vantagens que nem sabemos. Tudo continuará a mesma coisa e as prioridades ficam para trás. De cabo a abo, este país é o país dos vagabundos, dos aproveitadores, dos salafrários, da corrupção do povo de bosta e dos políiticos de merda.

  5. Sergio Silvestre
    sexta-feira, 14 de outubro de 2016 – 11:38 hs

    O Temer leva quase 60 mil em aposentadorias uma com 47 anos só para avivar a cabeça com poucos neurônios da CLAC.

  6. ÊEEIIITAAAA!!!!
    sexta-feira, 14 de outubro de 2016 – 16:21 hs

    Senhores, francamente! Se a PEC 241 for o que foi proposto, ficarei estarrecido com a falta de assessoria legislativa em Direito Constitucional. Uma matéria afeta às despesas deve ser consignada na parte que lhe é de direito, assim como as regras já previstas na LC 101/00, que é uma pura repetição. O texto não abrange estados e municípios; é como se fossem regras somente para a União, deixando de fora os entes federados, para que estes se adequem? O que falta é competência para fazer cumprir uma lei em vigor e uma série de outros dispositivos constitucionais já presentes. Parece-me algo “para inglês ver”, uma justificativa com um horizonte juridicamente burlável…

  7. jaferrer
    sexta-feira, 14 de outubro de 2016 – 19:25 hs

    O SS não toma jeito. A questão não é o Temer, um idiota a mais oriundo do desgoverno petralha que você ama; o problema é o país, mané! Pouco importa quem propõe, o que interessa é, de uma vez por todas, acabar com o privilégio e a gastança com o dinheiro público.

  8. eleitor desmemoriado.
    sexta-feira, 14 de outubro de 2016 – 19:48 hs

    País pobre não pode conceder privilégio a ninguém, por isto existem tantos pobres entre nós, uns poucos se apropriando do pouco que já temos, aí a maioria é que carrega o peso da cruz.

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