Léo Pinheiro, Vaccari e mais 10 viram réus no caso Bancoop | Fábio Campana

Léo Pinheiro, Vaccari e mais 10 viram réus no caso Bancoop

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A juíza Maria Priscilla Ernandes, da 4ª Vara Criminal de São Paulo, aceitou denúncia do Ministério Público de São Paulo contra o empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, o ex-tesoureiro do PT e ex-presidente da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop), João Vaccari Neto, e mais 10 investigados nesta sexta-feira. A acusação envolve irregularidades nos empreendimentos Casa Verde, Liberty Boulevard, Mar Cantábrico (atual Solaris), Ilhas D’Itália, A’Bsoluto, Colina Park e Altos do Butantã, todos da Bancoop, entre 2009 e janeiro de 2015. As informações são da Veja/Estadão.

Léo Pinheiro é acusado de associação criminosa e estelionato. A Promotoria de São Paulo imputa a João Vaccari associação criminosa, falsidade ideológica, estelionato e violação à Lei do Condomínio. Ambos já foram condenados na Operação Lava Jato e estão presos no Paraná.

A Bancoop, cooperativa fundada nos anos 1990 por um núcleo do PT, em dificuldade financeira, repassou para a OAS empreendimentos inacabados. A transferência provocou a revolta de milhares de cooperados, que protestam na Justiça que a empreiteira cobrou valores muito acima do previso contratualmente.

A denúncia recebida hoje pela juíza Maria Priscilla Ernandes também envolvia inicialmente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ex-primeira-dama Marisa Letícia, o filho do casal Fábio Luis Lula da Silva e o triplex 164-A no Solaris, no Guarujá (SP). Em março, a magistrada mandou a acusação e o pedido de prisão de Lula, feito pelos promotores paulistas, para o juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações da Lava Jato na 1ª instância.

A Lava Jato denunciou Lula no caso triplex e acusa o ex-presidente de ter recebido 3,7 milhões de reais em benefício próprio – de um valor de 87 milhões de reais de corrupção – da empreiteira OAS, entre 2006 e 2012. O petista é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no esquema de cartel e propinas na Petrobras.

Em 20 de setembro, Moro aceitou a denúncia da Procuradoria da República, no Paraná, e determinou a devolução, à Justiça de São Paulo, dos autos enviados pela juíza Maria Priscilla Ernandes. O juiz ordenou na ocasião a “supressão porém de todas as imputações relacionadas ao ex-presidente da República e seus familiares e igualmente em relação a qualquer fato envolvendo o apartamento 164-A do Condomínio Solaris”.

Ao mandar abrir hoje ação penal contra Léo Pinheiro, João Vaccari e mais 10 investigados, a juíza determinou. “Excluídas deste processo as acusações contra Marisa Letícia Lula da Silva, Luiz Inácio Lula da Silva e Fábio Luis Lula da Silva, ante a decisão da 13ª Vara Federal de Curitiba”, afirmou a magistrada.


4 comentários

  1. CARRASCO
    sábado, 15 de outubro de 2016 – 17:51 hs

    Mais alguns aninhos na cadeia. Vão apodrecer por lá…

  2. VISIONÁRIO
    sábado, 15 de outubro de 2016 – 17:54 hs

    Dizem as más linguas que o novo presídio que será construido em
    algum lugar no país terá 1200 túmulos no centro. Isto para os presos
    que morrerem antes do cumprimento das penas poderem morrer em
    paz…

  3. Sergio Silvestre
    sábado, 15 de outubro de 2016 – 22:39 hs

    Enquanto isso Serra,Alkmin e mais uma centena de tucanos corruptos vivem numa boa em São Paulo,esses procuradores parciais e que livram seus amigos né,.

  4. FUI !!!
    domingo, 16 de outubro de 2016 – 6:21 hs

    O Vaccari até hoje não abriu o bico. Nunca vi o cara abrir a boca
    para nem falar sim e não. Vai apodrecer na cadeia mudo…

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