De cabo de esquadra | Fábio Campana

De cabo de esquadra

E o Rafael Greca, com toda a sua experiência e tirocínio, esqueceu que o inimigo em desespero não dorme. Está na espreita, solerte, sem descanso, para aproveitar uma frase, uma palavra, um pedaço de frase, para cortar e tirar do contexto e ferrar quem disse. Rafael falava de sua fragilidade diante da miséria para valorizar o trabalho das freiras de caridade e assistentes sociais que cuidam dos desvalidos. A plateia era de alunos e professores de assistência social da PUC. E, claro, de perdigueiros da oposição infiltrados. Rafael não mentiu. Foi infeliz ao se referir ao cheiro de um mendigo. Pronto, a cachorrada da outra banda passou a latir e morder sem parar. Pô, Rafael, você sabe que campanha eleitoral em Curitiba é assim desde a época em que esta área do planeta era habitada apenas pelos tinguis. Presta atenção, se orienta rapaz, atrás de cada parede, de cada coluna, há sempre um pistoleiro a serviço do fescenino burgomestre que se apresenta como Guga pela boca de criancinhas. Esse, que se faz de bom moço para enganar os tolos. E às vezes consegue.


2 comentários

  1. Sergio Silvestre
    sábado, 24 de setembro de 2016 – 0:26 hs

    Que pistoleiro que nada,ele morreu pela boca e pelo seu jeito aristocratico,vai ver não gosta de pobre ,como a aristocracia poodle de toda cidade.

  2. Observador Atento
    sábado, 24 de setembro de 2016 – 7:22 hs

    Concordo plenamente com o texto acima. A tropa de Gustavo Fruet tem em suas fileiras verdadeiros cães farejadores em busca de qualquer migalha que possa, através de manipulações, transformar-se em pedaço de osso com alguma gordura. Desta tropa fazem parte alguns cargos em comissão algora reforçada pela presença de um ex-cão fiel do Requião. É uma tropa de peso acostumada a este tipo de ação. Gustavo Fruet sabe muito bem de quem se trata mas convive diariamente ao lado dos mesmos.Não é tão bom moço como tenta se apresentar.

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