Vazamento de citação a Toffoli em delação abre crise entre STF e MPF | Fábio Campana

Vazamento de citação a Toffoli em delação abre crise entre STF e MPF

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Mônica Bergamo, Folha de S. Paulo

O vazamento de informações que envolvem o ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), na delação da OAS abriu uma crise entre a corte e o Ministério Público Federal. O ministro Gilmar Mendes diz que os magistrados podem estar diante de “algo mórbido que merece a mais veemente resposta”.

DO BEM
Além de defender que seja investigada a possibilidade de os próprios procuradores terem vazado a citação a Toffoli, Mendes faz críticas contundentes a algumas das dez propostas de combate à corrupção elaboradas pelo Ministério Público Federal. “Eles estão defendendo até a validação de provas obtidas de forma ilícita, desde que de boa-fé. O que isso significa? Que pode haver tortura feita de boa-fé para obter confissão? E que ela deve ser validada?”

PODER TOTAL
Segue Mendes: “Já estamos nos avizinhando do terreno perigoso de delírios totalitários. Me parece que [os procuradores da Lava Jato] estão possuídos de um tipo de teoria absolutista de combate ao crime a qualquer preço”.

ALVO CERTO
Sobre a citação a Toffoli feita pela OAS, ele afirma: “Não é de se excluir que isso esteja num contexto em que os próprios investigadores tentam induzir os delatores a darem a resposta desejada ou almejada contra pessoas que, no entendimento deles, estejam contrariando seus interesses”.

LINHAS TORTAS
Para Mendes, decisões de Toffoli que davam liberdade a réus da Lava Jato e que fatiavam as investigações “contrariaram [os procuradores] a tal ponto que alguns deles chegaram a escrever um artigo na Folha [em 3 de julho] achincalhando o ministro”.


5 comentários

  1. QUESTIONADOR
    terça-feira, 23 de agosto de 2016 – 11:06 hs

    -Se a escolha dos Ministros do STF fosse assunto puramente técnico, sem a intervenção política e com votações por membros do Ministério Público, não haveria tanta disparidade entre opiniões do STF e do MPF. Como admitir em plena consciência, membros indicados e sabatinados pelo Senado com histórico envolvimento político, por exemplo: Dias Toffoli, Edson Fachin, Ricardo Lewandoski. Como explicar estas nomeações, que ferem a lógica de pensamento neste combalido País onde a política é tida como a grande causa de nosso subdesenvolvimento, juntamente com a corrpução????

  2. Doutor Prolegômeno
    terça-feira, 23 de agosto de 2016 – 11:10 hs

    A pergunta que vale um milhão para aqueles que defendem as dez propostas com se Moisés as trouxe do Sinai, como os Dez Mandamentos é a seguinte: se um advogado grampear ilegalmente um juiz ou um procurador eventualmente corrupto, para provar a corrupção, isso será obtenção de boa fé? quem estabelecerá a boa fé “in casu”? o juiz investigado?

  3. Parreiras Rodrigues
    terça-feira, 23 de agosto de 2016 – 12:11 hs

    O ministro Sérgio Mendes, seguramente, tem culpa no cartório. O seu comportamento, as suas decisões, as suas citações, conduzem a essa afirmação. Basta o porquê da culpa, ou das culpas.
    É nisso que deságua a prática da indicação por parte de presidentes, dos ministros dos tribunais brasileiros.
    Cresce, por isso, a vontade nacional de que as vagas em todas as cortes, desde os tribunais de contas estaduais, seja preenchidas através de concursos.

  4. Sergio Silvestre
    terça-feira, 23 de agosto de 2016 – 12:57 hs

    Quem esperneia primeiro é o quebrador de milho Gilmar Mendes,que deve ter muitas dividas com a justiça,mesmo sendo ministro do Supremo,é quase um delinquente comum

  5. FUI !!!
    quarta-feira, 24 de agosto de 2016 – 6:00 hs

    Continuo tendo a certeza de que todas as vagas do STF precisam
    ser por concurso e não por indicação, independente de quem seja.
    Isto evitaria com certeza o balaio de gato que se tornou o STF ho-
    je onde não se entendem nem sobre um determinado assunto co-
    mum. É mais uma obra prima do PT…

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