Numeralha e saudosismo: candidatos reforçam estratégias em Curitiba | Fábio Campana

Numeralha e saudosismo: candidatos reforçam estratégias em Curitiba

Com menos tempo e recursos, os candidatos a prefeito de Curitiba usaram os primeiros dias da propaganda eleitoral no rádio e televisão, que começou na última sexta-feira, para reforçar as estratégias de campanha já sinalizadas antes do início oficial da disputa. O prefeito e candidato à reeleição, Gustavo Fruet (PDT), reafirmou o discurso de que sua gestão manteve os investimentos em educação e saúde apesar das crises econômica e política, e não foi atingida pelos escândalos de corrupção. O candidato do PMN, Rafael Greca, aposta no slogan “volta para o futuro” para atrair o eleitor nostálgico de sua administração nos anos 90. Os demais concorrentes se dividem entre o discurso de “renovação”, como foi visto nos programas de Maria Victória (PP) e Ney Leprevost (PSD), ou na crítica à política tradicional e aos grupos econômicos, como fizeram Requião Filho (PMDB), Tadeu Veneri (PT) e Xênia Mello (PSOL). As informações são do Bem Paraná.

Fruet estreou na sexta exibindo depoimentos do ex-ministro Euclides Scalco, do ex-senador Osmar Dias (PDT) e da primeira-dama Márcia Fruet, que destacaram sua atuação como deputado federal na CPI dos Correios. No segundo programa, à noite, o próprio Fruet apareceu para dizer que chega à eleição “com a consciência tranquila”, por ter governado a cidade “no momento mais conturbado da história nacional”. Alegou que “ao contrário do que aconteceu em outras cidades e também governo federal e o governo estadual”, sua administração conseguiu melhorar a situação financeira da prefeitura e se manter livre de acusações de corrupção. “No nosso período de governo não aconteceu nenhum caso de corrupção ou desvio de conduta”, disse.

“Boas intenções” – Greca com discurso acusando a gestão Fruet pelo que chamou de “desqualificação” da cidade. No segundo programa, lembrou que na época em que foi prefeito, Curitiba “se tornou modelo para o mundo”, mas disse que “hoje isso se perdeu”, é que é hora de “voltar para ao futuro, para a competência, voltar para a coragem de enfrentar problemas e criar soluções”. Em uma das inserções exibidas durante a programação, ele afirma que “todos os candidatos à prefeitura de Curitiba têm boas intenções” e que a maioria começou como vereador ou deputado, inclusive o atual prefeito. “Nesta eleição você vai escolher entre políticos com boas intenções e um urbanista que já mostrou que sabe o que fazer”, apontou.

O candidato do PMDB repetiu formato já usado em outras campanhas por seu pai, o ex-governador e senador Roberto Requião, e apareceu dirigindo e falando do desafio de atrair os eleitores em um momento em que ninguém mais acredita nos políticos. Lembro o conflito entre policiais e professores, em 29 de abril, no Centro Cívico para justificar a decisão de concorrer à prefeitura. “Não é esse tipo de política que Curitiba merece. Coragem pra mudar eu tenho, e você?”, questionou.

Nome – Ney Leprevost criticou a atual gestão afirmando que Curitiba atualmente é uma cidade “mal cuidada, triste”, onde “as coisas não funcionam” e onde “muita gente ficou esquecida”. No programa de sábado, levou ao ar depoimento do secretário de Desenvolvimento Urbano, Ratinho Júnior (PSD), que criticou a falta de atenção da prefeitura para os bairros.

Maria Victória também usou seu espaço para lembrar do tempo em que Curitiba era referência em urbanismo e se colocou como a novidade da disputa. “O novo tem nome”, afirmou ela, que é filha do ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP) e da vice-governadora Cida Borghetti (PP).

Tadeu Veneri (PT) disse que fará uma campanha “contra os que se julgam donos da cidade”. Xênia Mello (PSOL) apresentou-se como candidata e defensora das mulheres.

Nos poucos segundos a que têm direito, Afonso Rangel (PRP) apresentou-se como “gestor”, e “não político” e Ademar Pereira (PROS) apareceu ao lado da família.


Um comentário

  1. eleitor desmemoriado.
    segunda-feira, 29 de agosto de 2016 – 13:04 hs

    O ex-prefeito está nadando de braçada contra estes “rivais”, são um bando de amadores se comparados a ele. Se o ex-prefeito não levar esta é porque está mesmo acabado. Aviso, não voto neste cara, mas verdade é verdade.

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