Cenário para eleição de prefeito entra na reta final em Curitiba | Fábio Campana

Cenário para eleição de prefeito entra na reta
final em Curitiba

Do Ivan Santos, Bem Paraná

A semana será decisiva para a definição do cenário eleitoral para as eleições de prefeito e vereador em Curitiba. Por lei, os partidos têm até sexta-feira para realizarem as convenções que vão escolher candidatos e alianças para a disputa na Capital. O PDT do prefeito e pré-candidato à reeleição, Gustavo Fruet faz a sua na quarta-feira, e até lá deve decidir quem será o candidato a vice. No sábado, o PMN oficializou a pré-candidatura de Rafael Greca e o PSD lançou o deputado estadual Ney Leprevost.

O nome mais cotado para compor a chapa de Fruet, cuja coligação inclui PDT, PV, PPS, PTB e PRB é o do ex-deputado federal Marcelo Almeida, do PV. Na sigla, “correm por fora” ainda na disputa pela indicação a filha do ex-senador Flávio Arns, Caroline Arns e o vereador Paulo Salamuni. Do PTB, o vereador Pier Petruzziello também é citado. O prefeito ainda trabalha para atrair o PPS, que poderia indica o vereador Hélio Wirbiski para a vaga.

O PMN de Greca – que terá o apoio do PSDB do governador Beto Richa, do PSB do ex-prefeito Luciano Ducci, além de DEM, PTN e PTdoB – também deixou aberta a indicação para o vice. O nome mais provável é o do assessor do governador, Eduardo Pimentel (PSDB), neto do ex-governador Paulo Pimentel. A vaga também é disputada pelo PSB de Ducci, que pretende indicar o ex-secretário municipal do Meio Ambiente, José Antônio Andreguetto (PSB).

Leprevost, do PSD, terá o apoio de PSC, PEN, PTC, PSL, e PC do B. Esse último foi decidido em uma convenção disputada, que dividiu a legenda. O apoio dos comunistas ao deputado foi aprovado por 52% dos convencionais, contra 48% que preferiam uma aliança com o PMDB do deputado estadual Maurício Requião Filho, que é filho do senador Roberto Requião.

Também no último sábado, o PT oficializou a candidatura a prefeito do deputado estadual Tadeu Veneri. Ao contrário de eleições anteriores, o partido disputará a eleição sozinho, sem alianças. A chapa de candidatos a vereador da sigla tem apenas 23 concorrentes. A escolha do vice ficou à cargo da Executiva Municipal.

Tapetão — O PMDB faz convenção hoje em meio a uma disputa judicial pelo comando do partido. O grupo do ex-governador Orlando Pessuti e de Doático Santos alega ter conseguido uma liminar para suspender a convenção. Doático presidia o PMDB da Capital até a dissolução do diretório pela Executiva Estadual, comandada pelo senador Requião. A ala dissidente afirma ter o comando de fato da sigla e marcou outra convenção para sexta-feira.

O grupo de Requião, por sua vez, afirma que Doático não é mais filiado ao PMDB e portanto, a decisão não teria validade. Doático e Pessuti defendiam o apoio do partido à pré-candidatura de Luciano Ducci (PSB), mas ele desistiu para apoiar Greca.

O PP também faz convenção na próxima quinta-feira, para confirmar a candidatura da deputada estadual Maria Victória, filha do ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP) e da vice-governadora Cida Borghetti (PP). A coligação inclui ainda o PR (Partido da República).

Prorrogação — Apesar de oficialmente a legislação prever que candidatos e alianças devem ser definidos até a próxima sexta feira, dia 5 de agosto, uma brecha jurídica pode fazer com que em alguns casos essa decisão seja postergada pelos partidos até o próximo dia 15. É que muitas vezes as convenções se limitam a delegar os poderes para as cúpulas partidárias decidirem coligações e indicações de candidatos a vice. E eles têm até o dia 15 para registrar oficialmente as chapas na Justiça Eleitoral.

Este ano, a legislação prevê que a propaganda eleitoral está liberada a partir do próximo dia 16. Já a campanha no rádio e na televisão começa apenas em 26 de agosto.


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